SCOOBY-DOO 2: MONSTROS À SOLTA

SCOOBY-DOO 2: MONSTROS À SOLTA

(Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed)

2004 , 93 MIN.

anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Raja Gosnell

    Equipe técnica

    Roteiro: James Gunn

    Produção: Charles Roven, Richard Suckle

    Fotografia: Oliver Wood

    Trilha Sonora: David Newman

    Estúdio: Warner Bros

    Elenco

    Freddie Prinze Jr., Linda Cardellini, Matthew Lillard, Sarah Michelle Gellar

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Se você tem cerca de 20 anos, deve ter se sentido no mínimo ultrajado ao assistir a Scooby- Doo, longa de 2002 que trazia, pela primeira vez, um dos personagens mais adorados dos desenhos animados. A produção foi um fracasso total, e com razão. Afinal, o cachorro digital feito para o filme não tinha metade do carisma presente no Scooby animado. Isso sem contar que a personalidade de seus companheiros da Mistério S/A eram muito diferentes da original - exceto por Salsicha, personagem que caiu como uma luva em Matthew Lillard.

    Você deve estar pensando: "Se eu odiei Scooby- Doo, vou detestar Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta ainda mais", o que é perfeitamente justificável. Afinal, dá para contar nos dedos a quantidade de continuações que são tão boas ou até superiores ao primeiro filme. Pois pode reservar um desses dedos para Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta, pois essa produção conseguiu o que não era tão difícil neste caso: superar seu antecessor.

    Neste novo filme, Fred (Freddie Prinze Jr.), Daphne (Sarah Michelle Gellar), Salsicha, Velma (Linda Cardellini) e Scooby-Doo se preparam para receber uma homenagem da Vila Legal: um museu com as fantasias dos fantasmas já desmascarados pela Mistério S/A. Só que um espectro mascarado parece disposto a humilhar de vez nossos heróis ao roubar as fantasias e colocar esses monstros à solta novamente. Para piorar tudo, a repórter Heather (Alicia Silverstone) está disposta a fazer de tudo para colocar a população contra esses caça-fantasmas.

    O trabalho de Raja Gosnell, o diretor de ambos os filmes de Scooby-Doo, é a prova do ditado "é errando que se aprende". Afinal, as falhas mais gritantes do primeiro longa foram corrigidas. Por exemplo, um fato bastante criticado pelos fãs do desenho foi a sexualidade um pouco dúbia de Velma, que parece gostar mais de meninas do que de garotos. Agora, o diretor simplesmente arranjou um "paquerinha" para a mais nerd da turma: é Patrick (Seth Green, um dos maiores coadjuvantes de Hollywood), curador da mostra em homenagem à Mistério S/A. O cabelo de Freddie Prinze Jr. está menos artificial do que o loiro de farmácia do primeiro filme e Daphne está mais para ninja do que para a patricinha do primeiro filme. Já as caretas de Matthew Lillard como Salsicha continuam as mesmas, mas esse não era o problema de Scooby-Doo, muito pelo contrário. Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta tem muito mais do desenho, mostrando que estamos no caminho certo. Sim, Prinze Jr. ainda é um grande canastrão, mas não estraga a produção. O Scooby digital continua sendo uma afronta, mas parece que os produtores deste filme andaram assistindo a muito mais episódios dos desenhos.

    Scooby-Doo 2 - Monstros à Solta teve uma estréia ruim nos EUA: apesar de ter conseguido o primeiro lugar nas bilheterias, rendeu apenas US$ 29,4 milhões, valor muito inferior ao arrecadado na estréia do primeiro filme (US$ 54 milhões) e US$ 1,3 milhões a menos do que o previsto. Esses valores são perfeitamente justificáveis se pensarmos na decepção que Scooby-Doo significou ao público. Mas sua continuação merece uma segunda chance.

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