SE PUDER... DIRIJA!

SE PUDER... DIRIJA!

(Se Puder... Dirija!)

2012 , 84 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 30/08/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Paulo Fontenelle

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Fontenelle

    Produção: Marcos Didonet, Vilma Lustosa

    Fotografia: Nonato Estrela, Pedro Guimarães

    Estúdio: Buena Vista International, Total Filmes

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Bárbara Paz, Eri Johnson, Lavínia Vlasak, Leandro Hassum, Luiz Fernando Guimarães, Reynaldo Gianecchini, Tonico Pereira

  • Crítica

    26/08/2013 17h00

    Era questão de tempo para o cinema brasileiro entrar na onda lucrativa do cinema 3D. Se não havia acontecido até então, isso se devia aos custos – um filme no formato custa em média 50% mais caro – e a falta de profissionais capacitados para a empreitada. A produtora Total Filmes, em parceria com a Buena Vista International, topou o desafio e leva às telas o primeiro longa brasileiro captado em terceira dimensão.

    Com direção de Paulo Fontenelle, a comédia Se Puder...Dirija! foi rodada com as mesmas câmeras utilizadas nas filmagens de O Espetacular Homem-Aranha, trazidas dos Estados Unidos especialmente para o filme. Mas não bastava apenas ter o equipamento à disposição, era preciso também pensar o longa em 3D, o que exigiu de Fontenelle e equipe horas de treinamento e dedicação. Junto com as câmeras veio uma equipe de fotógrafos, pois no Brasil não existem profissionais capacitados para fotografar no formato.

    O esforço, que no caso incluiu ainda fazer uma reengenharia financeira para deixar o filme dentro dos padrões orçamentários brasileiros – a produção custou R$ 8 milhões, dos quais 30% representaram gastos com a tecnologia -, valeu a pena. Se não está dentre os melhores trabalhos em 3D que se vê por aí, não faz feio. Os efeitos tridimensionais de profundidade de campo são visíveis logo nas primeiras cenas.

    Pena que a diligência dos realizadores não se estendeu ao roteiro. Chega a impressionar nossa incapacidade sequer de imitar com mínima competência. Se Puder...Dirija! é um tipo de comédia que o cinema americano faz há décadas e, em muitos casos, com habilidade insuspeita. Era só se pautar pelos modelos bem-sucedidos, assistir a bons filmes do gênero, e pronto. O problema, no entanto, é que, aparentemente, parte dos nossos cineastas não cultiva esse hábito: ver filmes.

    A trama é simples: pai (Luis Fernando Guimarães) tem relação distante com filho pequeno (Gabriel Palhares) por ser workaholic. Pressionado pela ex-mulher (Lavínia Vlasak), depois de chegar atrasado mais um ano ao aniversário do menino, promete passar o dia seguinte inteiro ao lado dele. As coisas nãos saem como planejado e os dois vivem uma aventura que envolve assalto à mão armada, atropelamento de um ciclista (Reynaldo Gianecchini, num dos momentos vergonha alheia do filme) e o socorro a uma parturiente.

    Todo o desenrolar cheio de reveses tem o objetivo de fazer rir e, claro, emocionar com a esperada aproximação entre pai e filho. Estes, de fato, acabam o filme unidos - como deveria ser -, mas a fórceps, pois o arco dramático dessa afinidade é conduzido amadoristicamente e sem nenhum ritmo. Com isso, naturalmente, o espectador não consegue se emocionar no momento que deveria – e não adianta pressionar com a trilha sonora. Quanto a rir, bem... se puder (e conseguir, acho improvável)...ria.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus