SELVAGEM

SELVAGEM

(The Wild)

2006 , 94 MIN.

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steve "Spaz" Williams

    Equipe técnica

    Roteiro: Ed Decter, John J. Strauss, Mark Gibson, Philip Halprin

    Produção: Jim Burton

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Elenco

    Bob Joles, Chris Edgerly, Clinton Leupp, Dominic Scott Kay, Eddie Izzard, Jonathan Kimmel, Joseph Siravo, Kiefer Sutherland. Luigi Baricelli e Flávia Alessandra

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Algo que sempre será lembrado hoje em dia sempre que os estúdios Disney lançam uma animação digital é: será que um dia eles sobreviverão sem a Pixar? Isso porque todas os longas em animação que tiveram sucesso foram em parceria entre essas duas empresas. E, se depender de Selvagem, não. Isso porque o filme peca em roteiro por mostrar uma verdadeira colcha de retalhos, com referência a várias outras animações do gênero. Selvagem pode ser definido como o encontro entre Madagascar (2005) e Procurando Nemo (2003) sem a graça e a qualidade na animação de as produções anteriores têm.

    Sansão (voz de Kiefer Sutherland na versão original) é a estrela do zoológico de Nova York, conquistado a todos com seu rugido selvagem. Mas Ryan, seu filho adolescente (se é que podemos usar este termo em animais), ainda tem um rugido desafinado. Mesmo sabendo que com a idade ele encontrará seu lado selvagem como o do pai, o pequeno leão resolve fugir à floresta para poder se tornar um adulto forte como o pai. Sansão, então, vai atrás do atrás do filho, aventurando-se ao lado de um grupo bem peculiar de amigos, formado pela girafa Bridget (voz de Flávia Alessandra na versão brasileira), o esquilo Benny (voz de Luigi Baricelli na versão brasileira), o coala mal-humorado Nigel e a simpática cobra Kazar.

    O filme atribui sentimentos e atitudes humanas aos animais, o que é moda entre as animações modernas, o que os aproxima ao espectador. A animação acompanha, não sendo tão fiel, visualmente, à realidade. Falsa, dá a impressão que são animais de pelúcia no meio da floresta, dando à produção um aspecto de fantasia. Se encarado dessa forma, ponto positivo a Selvagem - que levou mais de um milhão de horas para ficar pronto. Vale citar, também, as primeiras cenas, quando Sansão conta uma de suas aventuras na floresta: são maravilhosas, de encher os olhos. Mas o que mais incomoda é a sensação de déjà vu tamanha previsibilidade do roteiro, pois, apesar da idéia do longa ter nascido há dez anos, ele mais parece uma reciclagem de animações já lançadas. Apesar disso, os personagens principais são bem construídos. Como é típico em animações com animais, há um coadjuvante que rouba a cena: o coala mal-humorado Nigel. Pode apostar: suas piadas são as melhores.

    Selvagem é o primeiro longa-metragem dirigido por Steve "Spaz" Williams - veterano em efeitos digitais. O filme está longe de ser um marco na animação, nem mesmo coloca o nome da Disney entre os melhores estúdios de animação da atualidade. Pode ser classificado, no máximo, como "bonitinho". Mas, como a maioria dos desenhos, serve como entretenimento infantil - talvez até adulto, caso ele esteja com boa vontade durante a sessão.

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