SEM NOTÍCIAS DE DEUS

SEM NOTÍCIAS DE DEUS

(Sin Noticias de Dios)

2001 , 95 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Agustín Díaz Yanes

    Equipe técnica

    Roteiro: Agustín Díaz Yanes

    Produção: Edmundo Gil, Eduardo Campoy, Gerardo Herrero

    Fotografia: Paco Femenia

    Trilha Sonora: Bernardo Bonezzi

    Estúdio: Tornasol Films S.A

    Elenco

    Demián Bichir, Emilio Gutiérrez Caba, Fanny Ardant, Gael García Bernal, Javier Bardem, Juan Echanove, Penélope Cruz, Victoria Abril

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O que aconteceria se Quentin Tarantino, em sua época de Cães de Aluguel (1992) e Pulp Fiction - Tempo De Violência (1994), resolvesse imaginar uma briga entre anjos na Terra? Descubra vendo Sem Notícias de Deus, produção de 2001 que chega com três anos de atraso no Brasil. O filme, dirigido por Agustín Díaz Yanes, mistura uma série de referências cinematográficas, de Tarantino a Wim Wenders, para contar uma história relativamente divertida, mas com cara de "já vi isso antes" para os mais chegados nos filmes.

    No Céu, Lola (Victoria Abril) é uma diva, mas a moradia dos bons anda em decadência: sem novas almas, está praticamente fechando as portas. O Céu idealizado em Sem Notícias de Deus parece Paris, onde todos falam francês, inclusive sua gerente Marina D'Angelo (Fanny Ardant). É ela que escala Lola para salvar a alma do boxeador Manny (Demián Bichir), peça chave para que o Céu não deixe de existir.

    Neste filme, o Inferno também existe e é retratado como se fosse uma prisão, cheia de departamentos burocráticos e pessoas falando em inglês. Lá, a alma de Manny também é desejada e a escalada para o trabalho é a durona Carmen (Penélope Cruz). Os dois anjos se instalam na casa do boxeador a fim de lutar pela alma do coitado. Lola, boazinha como deve ser uma figura angelical de seu naipe, acaba ficando para trás, mas o duelo toma rumos não-esperados quando o gerente do Inferno, vivido por Gael Garcia Bernal, entra na jogada.

    Sem Notícias De Deus é irônico e engraçado. Até Penélope Cruz, geralmente histérica demais, consegue divertir um pouco na pele do mensageiro do Demo com seus trejeitos masculinos demais. Mas o exagero nas referências a outros filmes acaba por incomodar um pouco. Os anjos caídos de Asas do Desejo; a violência, a edição e algumas cenas obviamente inspiradas em Pulp Fiction - Tempo de Violência; o Inferno dividido em departamentos como A Divina Comédia, romance de Dante Alighieri. Por isso, Sem Notícias de Deus acaba caindo no lugar-comum em se tratando desse assunto. No entanto, a colcha de retalhos costurada por Yanes ganha liga graças às boas referências escolhidas.

    O ideal seria esquecer tudo que você já viu sobre o Céu e o Inferno antes de assistir a Sem Notícias de Deus mas, como isso não é possível, tente aproveitar pelo menos a beleza das protagonistas e de Bernal, o gerente infernal que usa roupas descoladas. O filme não é de todo ruim. Consegue ser divertido, até, mas não espere demais para que a decepção não ocorra.

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