SENTIMENTOS QUE CURAM

SENTIMENTOS QUE CURAM

(Infinitely Polar Bear)

2014 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 16/07/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Maya Forbes

    Equipe técnica

    Roteiro: Maya Forbes

    Produção: Benji Kohn, Bingo Gubelmann, Galt Niederhoffer, Sam Bisbee, Wallace Wolodarsky

    Fotografia: Bobby Bukowski

    Trilha Sonora: Theodore Shapiro

    Estúdio: Paper Street Films, Park Pictures Features

    Montador: Michael R. Miller

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam Wolf Mayerson, Alicia Love, Ashley Aufderheide, Beth Dixon, Brianne Brozey, Christopher Alan, Georgia Lyman, Imogene Wolodarsky, Keir Dullea, Liam McNeill, Mark Ruffalo, Mary O'Rourke, Wallace Wolodarsky, William Xifaras, Zoe Saldana

  • Crítica

    15/07/2015 13h32

    Com comédias românticas despretensiosas e alguns filmes independentes, Mark Ruffalo aos poucos conquistou seu espaço em Hollywood. Hoje ele interpreta Bruce Banner/Hulk no Universo Marvel e é o melhor dos últimos três atores escalados para o papel. Mesmo assim, ele não deixou de lado o cinema independente que o consagrou e já lhe rendeu indicações ao Oscar (Minhas Mães E Meu Pai e Foxcatcher - Uma História Que Chocou O Mundo).

    Ruffalo encara mais um papel desafiador em Sentimentos Que Curam, na pele de um homem bipolar na Boston dos anos 1970. Cameron sofre um colapso que resulta na separação de sua esposa (Zoe Saldana, de Guardiões Da Galáxia). Meses depois, Cameron está estabilizado, o que faz Maggie decidir que só há uma possibilidade de um futuro melhor para as filhas do casal: ela ir estudar em Nova York e deixar as meninas sob os cuidados paternos.

    É assim que começa o verdadeiro desafio do protagonista do filme. As pressões e responsabilidades da nova ocupação funcionam como catalizadores na recuperação de Cameron, mas não evitam que ele tenha recaídas no percurso.
    É nesse ponto que Sentimentos que Curam mostra sua autenticidade ao não esconder os sintomas do transtorno do personagem. Cameron começa diversos projetos e não dá cabo de nenhum, deixa a casa com a aparência de uma zona de guerra e é motivo de vergonha para as filhas.

    A honestidade do roteiro também se percebe nos temas abordados. O filme resvala em questões como os efeitos colaterais dos medicamentos para tratamento de distúrbios mentais, no pouco que se sabe dos segredos da psicologia humana e outros assuntos que não poderiam ficar de fora do enredo.

    Na dramaturgia, se os deslizes do protagonista podem botar abaixo a simpatia do público, o roteiro intensifica a relação amorosa dele com a esposa e as filhas. Apesar de suas dificuldades, Cameron é totalmente devotado a Amelia (Imogene Wolodarsky) e Faith (Ashley Aufderheide), e está compenetrado em reconquistar o afeto de Maggie.

    Além do foco familiar da história, a leveza do longa é marcada pela trilha musical, que traz canções de George Harrison, Tina Turner e os temas tocantes compostos por Theodore Shapiro (Não Olhe Para Trás). Assim, tem-se um filme acessível e emocionante.

    Uma queixa necessária está na adaptação do título no Brasil. Sentimentos que Curam parece nome de filme espírita ou muito açucarado, mas o público-alvo dessa produção é outro. O título original (algo como "Urso Infinitamente Polar") não é dos mais felizes, mas faltou criatividade no batismo por aqui.

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