SEPARAÇÕES

SEPARAÇÕES

(Separações)

2001 , 115 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Domingos de Oliveira

    Equipe técnica

    Roteiro: Domingos de Oliveira

    Produção: Clélia Bessa, Luiz Leitão

    Fotografia: Paulo Violeta

    Estúdio: Raccord Produções

    Elenco

    Domingos de Oliveira, Fábio Junqueira, Maria Ribeiro, Nanada Rocha, Priscila Rozembaum, Ricardo Kosovski, Suzana Saldanha

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A exemplo do que já havia feito em seu filme anterior – Amores –, o cineasta, roteirista e dramaturgo Domingos Oliveira novamente adapta uma de suas peças teatrais para a tela grande. Após ser encenada no Rio de Janeiro em 2000, a peça Separações agora vai para o cinema, levando consigo praticamente toda a equipe original do palco.

    Com imagens captadas em vídeo, o filme é uma comédia dramático-romântica que destrincha em quatro capítulos – Negação, Negociação, Revolta e Aceitação – o doloroso processo das separações amorosas. O cinqüentão Cabral (o próprio Domingos Oliveira) e Glorinha (Priscilla Rozembaum, que também colabora no roteiro) passam por um processo de desgaste no casamento, em que a separação torna-se inevitável. Só não se sabe por quanto tempo. Paralelamente, Júlia (Maria Ribeiro), filha de Cabral, também passa por uma crise conjugal, conferindo ao problema uma dimensão que independe das idades do envolvidos. Até que tudo se resolva - ou não – muitos diálogos-metralhadora vão rolar no celulóide. Alguns divertidos, alguns profundos, outros nem tanto.

    Coincidência ou não, o cineasta e coreógrafo Bob Fosse já havia realizado algo similar em 1979, no excelente All That Jazz – O Show Deve continuar, em que a Morte era dividida em cinco fases: Raiva, Negação, Negociação, Depressão, Aceitação. Fosse e Oliveira utilizam até o mesmo concerto de Vivaldi em seus filmes. Separações, porém, é um trabalho bem mais simples, de fortes raízes teatrais, que se apóia principalmente na força e no ritmo de seus intermináveis diálogos. Há até um certo sabor de Woody Allen no cinismo depressivo do personagem principal. Mas trata-se, antes de tudo, de um trabalho despretensioso e sincero, com bons momentos carregados de emoção e afetividade.

    Injustamente, Priscilla Rozembaum ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado, num ano em que despontaram como franco-favoritas Débora Falabella (por Dois Perdidos numa Noite Suja) e Etty Fraser (por Durval Discos).

    23 de dezembro de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus