SETE DIAS COM MARILYN

SETE DIAS COM MARILYN

(My Week with Marilyn)

2011 , 99 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 27/04/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Simon Curtis

    Equipe técnica

    Roteiro: Adrian Hodges

    Produção: David Parfitt, Harvey Weinstein

    Fotografia: Ben Smithard

    Trilha Sonora: Conrad Pope

    Estúdio: BBC Films, Lipsync Productions, The Weinstein Company, Trademark Films, UK Film Council

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam Perry, Alex Lowe, Ben Sando, Brooks Livermore, David Rintoul, Derek Jacobi, Des McAleer, Dominic Cooper, Dougray Scott, Eddie Redmayne, Emma Watson, Georgie Glen, Geraldine Somerville, GerardHoran, James Clay, Jem Wall, Jim Carter, Josh Morris, JudiDench, Julia Ormond, Karl Moffatt, Kenneth Branagh, Michael Hobbs, Michael Kitchen, Michelle Williams, Miranda Raison, Paul Herzberg, Penny Ryder, Peter Wight, Philip Jackson, Pip Torrens, Richard Attlee, Richard Clifford, Richard Shelton, Robert Portal, Rod O'Grady, Sean Vanderwily, Simon Russell Beale, TobyJones, Victor McGuire, Zoë Wanamaker

  • Crítica

    23/04/2012 19h41

    Sete Dias com Marilyn tem seus melhores momentos nas atuações. Michelle Williams está, de fato, surpreendente no papel. Ela se desligou dela mesma e incorporou o olhar, os trejeitos, a postura corporal e o magnetismo da diva Marylin Monroe. Soma-se ao talento da atriz a luz exata da época, maquiagem e figurino caprichados e temos a diva recriada nas telas.

    Mesmo em segundo plano, Kenneth Brannagh não é ofuscado por Michelle e mostra uma interpretação segura do tempestuoso Sir Laurence Olivier, com quem Marilyn contracenou no filme O Príncipe Encantado, rodado em 1957.

    Sete Dias com Marilyn, que deu a Williams o Globo de Ouro de Melhor Atriz, é baseado em dois livros de Colin Clark e ambientado durante as complicadas filmagens de O Príncipe Encantado, também dirigido por Olivier. Clark (vivido por Eddie Redmayne) era um jovem de vinte e poucos então, atrás do sonho de trabalhar no cinema.

    O anúncio de que Marylin Monroe estava indo para a Europa atuar no longa deixa o rapaz entusiasmado. Ele persiste na tentativa de conseguir um emprego no estúdio e consegue ser contratado sem qualquer tipo de remuneração. Aos poucos, ganha a confiança da equipe de produção e, para sua surpresa, da musa hollywoodiana.

    A Marilyn mostrada no filme é bem diferente da imagem mítica criada em torno dela. Vemos uma mulher insegura, melancólica e carente em busca de autoafirmação como atriz. Quando seu marido, o dramaturgo Arthur Miller, viaja deixando-a na Inglaterra, ela passa a desfrutar da companhia do jovem Colin. Durante a semana de convivência com Marilyn, repleta de passeios e momentos de confidências, o rapaz se encanta por ela e tenta fazer com que deixe sua vida de "estrela" um pouco de lado.

    O roteiro de Sete Dias Com Marilyn podia ser um pouco mais trabalhado para dar mais ritmo ao desenvolvimento da produção. O fato é que se não tivéssemos tão presos às interpretações terminaríamos por achar a trama fraca, pois praticamente nada de muito relevante acontece.

    Apesar de bem dirigido, o filme se torna pequeno diante do que poderia ser. Na melhor das hipóteses, trata de percepção e manipulação: como Monroe era percebida por seus colegas atores e por ela mesma, e manipulada pelos que cuidavam de sua carreira.

    Mais um devaneio do que um filme biográfico, Sete Dias com Marilyn é pouco mais que uma vitrine para a exposição do talento de Michelle Williams. Não muito mais que isso.

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