SEXO COM AMOR? (2008)

SEXO COM AMOR? (2008)

(Sexo com Amor?)

2008 , 96 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 01/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Wolf Maya

    Equipe técnica

    Roteiro: Rene Belmonte

    Produção: Walkiria Barbosa

    Fotografia: Renato Padovani

    Estúdio: Total Entertainment

    Elenco

    Carolina Dieckmann, Eri Johnson, José Wilker, Malu Mader, Mara Manzan, Maria Clara Gueiros, Marília Gabriela, Reynaldo Gianecchini

  • Crítica

    01/02/2008 00h00

    A campanha de marketing de Sexo com Amor? é trabalhada em cima do fato desta comédia ter sido produzida pelos mesmos de Se Eu Fosse Você, um dos maiores sucessos recentes do cinema brasileiro. Não deixa de ser verdade, mas cabe ao espectador mais desavisado saber que esta é a única semelhança entre as duas produções, além de serem do mesmo gênero. Falta, aqui, uma direção menos escorregadia e, principalmente, atores que mostrem um desempenho semelhante ao de Tony Ramos e Glória Pires no longa de 2005.

    Sexo com Amor? é a versão brasileira do filme chileno Sexo com Amor, de 2003. Estréia de Wolf Maia (conhecido pelos trabalhos em TV e teatro) na direção cinematográfica, a comédia de costumes acompanha as desventuras sexuais de três casais. Em comum, seus três filhos, que freqüentam a mesma escola. Entre traições, tramóias e confusões, eles vivem num troca-troca amoroso, terreno bastante propicio para a proliferação de piadas bem brasileiras, com uma conotação sexual sempre presente.

    Os personagens, de construção irregular, são inverossímeis e sem graça. Verdade tem de ser dita: somente Maria Clara Gueiros é capaz de demonstrar algum brilho neste filme. Ela encarna muito bem seu personagem, mostrando ser uma atriz naturalmente engraçada e, por enquanto, mal-aproveitada no cinema brasileiro. Mesmo assim, uma atriz não é suficiente para segurar todo um elenco, que se choca em situações inusitadas e nada divertidas.

    A impressão que se tem é que falta uma direção a Sexo com Amor?. Não somente no trabalho de Wolf Maia como diretor, mas, principalmente, um norte ao filme, de uma maneira geral. Em momento nenhum essa questão do sexo com ou sem amor, levantada pelo título, entra em pauta. Na realidade, não dá para entrar em questões filosofais mais profundas quando temos um roteiro tão recheado de clichês, situações e personagens rasos e superficiais. Se a comédia é considerada por alguns um gênero menor em comparação aos outros, é por causa de longas-metragens como este, preconceituoso e superficial.

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