SEXO, PUDOR E LÁGRIMAS

SEXO, PUDOR E LÁGRIMAS

(Sexo, Pudor y Lágrimas)

1999 , 111 MIN.

18 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Antonio Serrano

    Equipe técnica

    Roteiro: Antonio Serrano

    Produção: Argos Cine, Instituto Mexicano de Cinematografia, Tabasco Films, Titan Produções

    Fotografia: Xavier Pérez Grobet

    Trilha Sonora: Alek Syntek

    Estúdio: Titan Produções

    Elenco

    Cecília Suárez, Demián Bichir, Jorges Salinas, Mônica Dionne, Suzana Zabaleta, Victor Hugo Martín

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Dois casais em crise. O publicitário yuppie Miguel (Jorges Salinas) e sua esposa “modelo e atriz” Andréa (Cecília Suárez) já não se suportam mais. No prédio do outro lado da rua, o mesmo acontece com Ana (Suzana Zabaleta) e o escritor frustrado Carlos (Victor Hugo Martin). Para piorar a situação, cada casal recebe a visita de antigas paixões: Maria (Mônica Dionne), ex-de Miguel, retorna após uma longa temporada na África. E Tomás (Demian Bichir), ex-de Ana, está de volta após sete anos em Londres. Pronto, está formado um hexágono amoroso recheado de frustrações, inseguranças e ilusões perdidas.

    Num primeiro momento, o filme tenta o caminho da comédia. E erra a mão. Parte para a chanchada e para a gritaria desenfreada, onde não faltam sequer brigas escandalosas no meio da rua. Literalmente, de parar o trânsito. Da metade para o final, o diretor tenta o drama. Mas escorrega num excesso de “mexicanidade” que descamba ladeira abaixo para o dramalhão. Em meio a tudo isso, diálogos intermináveis sobre a fragilidade da condição humana.

    Só mesmo o elenco popular, com nomes vindos da telenovela, pode explicar como Sexo, Pudor e Lágrimas se transformou na terceira maior bilheteria da história de seu país de origem, o México. Lá, até o momento, o filme só perde em sucesso comercial para Titanic e para o Tarzan da Disney. Como comédia, o humor é popularesco, carente de bons diálogos e repleto de gritos. Como drama, é novelesco.

    Sexo, Poder e Lágrimas foi baseado na bem sucedida peça de teatro de mesmo nome, de autoria de Antônio Serrano, também roteirista e diretor do filme. Certamente não repetirá, aqui, nem a décima parte do sucesso que obteve no México.


    21 de novembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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