SHERLOCK HOLMES

SHERLOCK HOLMES

(Sherlock Holmes)

2009 , 128 MIN.

14 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 24/12/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Guy Ritchie

    Equipe técnica

    Roteiro: Anthony Peckham, Lionel Wigram, Michael Robert Johnson, Simon Kinberg

    Produção: Dan Lin, Joel Silver, Lionel Wigram, Susan Downey

    Fotografia: Philippe Rousselot

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Internationale Filmproduktion Blackbird Dritte, Lin Pictures, Silver Pictures, Village Roadshow Productions, Warner Bros. Pictures, Wigram Productions

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amanda Grace Johnson, Andrew Brooke, Andrew Greenough, Ben Cartwright, Bronagh Gallagher, Chris Sunley, Clive Russel, David Emmings, David Garrick, Ed Tolputt, Eddie Marsan, Geraldine James, Guy Williams, Hans Matheson, James A. Stephens, James Fox, James Greene, Jefferson Hall, Joe Egan, John Kearney, Jonathan Gabriel Robbins, Jude Law, Kelly Reilly, Kylie Hutchinson, Mark Strong, Marn Davies, Martin Ewens, Michael Jenn, Miles Jupp, Ned Dennehy, Oran Gurel, Peter Miles, Rachel McAdams, Robert Downey Jr., Robert Maillet, Sebastian Abineri, Terry Taplin, Timothy O'Hara, Tom Watt, William Hope, William Houston

  • Crítica

    18/12/2009 19h37

    Sherlock Holmes, um dos primeiros candidatos a blockbuster a estrear em 2010, é um filme muito gostoso de ser visto. Mas que tem muito pouco - quase nada - a ver com o personagem criado por Arthur Conan Doyle. O Sherlock deste novo filme vem totalmente repaginado, longe do conceito clássico do detetive que resolve seus casos apenas fumando seu cachimbo, e amparado exclusivamente pelo seu forte poder de dedução. Agora, temos um Sherlock que briga, que dá socos e pontapés com total eficiência, de muita ação física, e capaz de escapadas magníficas típicas de um Indiana Jones. Ah, o poder de dedução permanece. Ufa!

    Mas se o personagem é tão tão tão distante do original, por que ele - e o filme - se chamam Sherlock Holmes? Por que simplesmente não assumir que é um personagem novo? É uma simples questão financeira. Produzir um filme é caro. Produzir um candidato a blockbuster é mais caro ainda. Talvez, só exista no cinema moderno uma única coisa mais cara que produzir um candidato a blockbuster: divulgar um candidato a blockbuster.

    Assim, não é à toa que os grandes estúdios estão sempre à procura de nomes que já tenham, de antemão, alguma forte identificação com o público, para que estes mesmos nomes sejam transformados em filmes. A conta é simples: na hora de pagar uma campanha de marketing, é menos caro divulgar um filme com nome já famoso - Batman, Homem-Aranha, Shrek, Star Wars, etc, etc, etc... Sherlock Holmes - do que começar tudo do zero, divulgando um nome de algum personagem que ainda tenha de ser apresentado ao grande público. É o bom e velho conceito de franquia.

    Mas, voltando ao filme propriamente dito, a trama começa mostrando o novo Sherlock (Robert Downey Jr., ótimo como sempre), meio chateado com seu fiel escudeiro Watson (Jude Law, outro grande protagonista). Motivo: Watson está prestes a se casar e a abandonar o mundo das investigações. É neste contexto de despedida que a famosa dupla vai tentar resolver o mistério de Lord Blackwood (Mark Strong, também bastante eficiente como vilão), um poderoso político inglês preso e condenado por assassinato, mas que continua aterrorizando Londres mesmo após o seu enforcamento.

    Os fãs de Guy Ritchie podem ficar sossegados: o diretor continua utilizando aqui o mesmo estilo que o consagrou em seus trabalhos anteriores como Snatch - Porcos e Diamantes ou Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. Ou seja, muita ação, cortes de grande rapidez, enquadramentos diferenciados, ritmo incessante e uma estética bastante influenciada pela narrativa de histórias em quadrinhos. E - claro - sarcasmo, muito sarcasmo. Boa parte dos méritos do filme reside em seus diálogos afiadíssimos e irônicos. Direção de arte e fotografia atuam em conjunto para criar com bastante eficiência uma Londres ao mesmo tempo imponente, majestosa, sombria e assustadora, em tons de preto e azul escuro. Enquanto a trilha de Hans Zimmer busca sair do convencional e se apoia num belo trabalho baseado em cordas (mesmo porque o protagonista se inspira tocando violino). Porém, como vem acontecendo com os blockbusters, trata-se novamente de uma trilha que não dá sequer um minuto de silêncio aos ouvidos da plateia.

    O resultado é um entretenimento divertido e muito bem produzido. Escapismo de primeira linha feito sob medida para curtir nas férias, desde que não se exijam coerência e realismo na trama... elementar meu caro leitor.



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