SHORTBUS

SHORTBUS

(Shortbus)

2008 , 101 MIN.

18 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Cameron Mitchell

    Equipe técnica

    Roteiro: John Cameron Mitchell

    Produção: Wouter Barendrecht

    Fotografia: Frank G. DeMarco

    Trilha Sonora: Yo La Tengo

    Elenco

    Adam Hardman, Alan Mandell, Jan Hilmer, Jay Brannan, Justin Hagan, Lindsay Beamish, Paul Dawson, Peter Stickles, PJ DeBoy, Raphael Barker, Ray Rivas, Shanti Carson, Sook-Yin Lee, Stephen Kent Jusick

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A primeira cena de Shortbus engana: você acha que o rapaz que está ali é um louco; você acha que vem pela frente um filme sobre sexo, somente sexo, com personagens rasos e bizarros. Mas dê chance ao segundo filme de John Cameron Mitchell, diretor do cultuado Hedwig - Rock, Amor e Traição (2001). Mitchell consegue superar a "síndrome do segundo filme" sem perder sua essência ou mesmo a espontaneidade presente em sua estréia como diretor.

    Shortbus mostra uma série de personagens desajustados que se encontram num clube de fetiches em Nova York. Apesar de todos freqüentarem o local, onde o sexo explícito é praticado, eles se sentem solitários. São amados, mas incapazes de sentir alguma coisa, e é atrás disso que estão durante todo o filme. Mitchell, também roteirista do longa, cria personagens profundos, complexos e melancólicos, apesar da aura alegre que circunda toda a produção. Shortbus traz uma melancolia bonita e lúdica.

    Apesar de ser engraçado, Shortbus é triste em sua essência ao trazer personagens que tentam, por meio da realização sexual, preencher o tipo de vazio que morar numa cidade como Nova York provoca. Apesar de ser um lugar onde preconceitos são deixados de lado, os personagens desenvolvem uma "película", digamos, que os protege de um mundo tão maluco. Não sentir pode ser bom, às vezes, mas é cruel na maioria do tempo. De qualquer forma, prepare-se para ver muitas cenas de sexo. Mitchell não tem pudores de mostrar os órgãos genitais de seus personagens, mas, acredite, nada é em vão.

    Assim como em Hedwig - Rock, Amor e Traição, existe uma atenção toda especial para a trilha sonora, assinada pela banda indie norte-americana Yo La Tengo. Algumas músicas são cantadas pelo compositor nova-iorquino Scott Matthew que, com sua voz bela e melancólica, pontua alguns dos momentos mais tristes do filme.

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