SHOW DE VIZINHA

SHOW DE VIZINHA

(The Girl Next Door)

2004 , 110 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Luke Greenfield

    Equipe técnica

    Roteiro: Brent Goldberg, David Wagner, Stuart Blumberg

    Produção: Charles Gordon, Harry Gittes, Marc Sternberg

    Fotografia: Jamie Anderson

    Trilha Sonora: Paul Haslinger

    Estúdio: Daybreak, New Regency Pictures

    Elenco

    Elisha Cuthbert, Emile Hirsch, Nicholas Downs, Paul Dano, Timothy Olyphant

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O nome do filme é Show de Vizinha, o pôster tem aquela cara de filminho adolescente feito pra americano ver e o diretor é o mesmo do terrível Animal, com Rob Schneider. Só aí já temos três fortes indicações de que estamos diante de um filme péssimo. Agora, a boa surpresa: Show de Vizinha até que é legal. Sério! Muito mais divertido e menos tolo do que poderíamos supor.

    O começo é dos mais convencionais: ao chegar no final do Ensino Médio, o jovem Matthew (Emile Hirsch, de O Clube do Imperador) percebe que não curtiu a escola onde estudou e desperdiçou seu tempo sendo um nerd o tempo todo. Em plena crise existencial, ele vê que uma bela garota (Elisha Cuthbert, do seriado 24 Horas) está de mudança para a casa vizinha à sua. E mais: logo na noite da mudança, ele inadvertidamente vê Danielle (esse é o nome da bonita vizinha) trocando de roupa. É amor à primeira vista. Até aí, tudo bem. O filme começa como uma espécie de "American Pie 12". Mas, deste ponto para a frente, o roteiro escrito a seis mãos por David Wagner, Brent Goldberg e Stuart Blumberg começa a pregar boas peças. Uma rápida reviravolta revela que a doce Danielle tem muitas histórias para contar sobre o seu passado (melhor não revelar quais, para não estragar), que o ingênuo Matthew passa por uma fase de transição e que saberá ser sacana, se preciso for. E, apesar do filme estar sendo vendido como apenas mais uma comédia tonta, ele tem muito mais para dizer.

    Isso não quer dizer que Show de Vizinha seja um clássico, nada disso, mas ele vai mais fundo que outras produções do gênero. Tem menos pudor em relação a assuntos sexuais (vejam bem, eu não disse "baixarias"), sabe ser politicamente incorreto quando necessário, satiriza a indústria da pornografia sem ser moralista e faz a platéia média acreditar num final convencional que não acontece. Sem mocinhos nem bandidos, só gente normal. Ah, e, além de tudo, traz algumas boas piadas. Tudo isso pode fazer os republicanos de plantão torcerem seus conservadores narizes, mas os mais democratas podem curtir. Não é a oitava maravilha do mundo, mas entrega mais do que promete.

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