SHOWTIME

SHOWTIME

(Showtime)

2001 , 95 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tom Dey

    Equipe técnica

    Roteiro: Jorge Saralegui, Keith Sharon

    Produção: Jane Rosenthal, Jorge Saralegui

    Fotografia: Thomas Kloss

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Estúdio: Overbrook Entertainment

    Elenco

    Eddie Murphy, Frankie Faison, Jullian Dulce Vida, Ken Hudson Campbell, Mel Rodriguez, Rene Russo, Robert De Niro, William Shatner

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O jovem diretor Tom Dey já havia demonstrando algum (tímido) talento em seu filme de estréia, a comédia Bater ou Correr, com Jackie Chan. Nada, porém, que prenunciasse os excelentes resultados de seu segundo filme, Showtime, também uma comédia. E das melhores!

    Com ritmo, inteligência e muito bom humor, Showtime satiriza, ao mesmo tempo, os filmes policiais americanos e a atual mania mundial dos reality shows. Robert De Niro interpreta Mitch, um policial solitário, de poucas palavras, que não faz a menor questão de ser simpático (aliás, como o próprio De Niro na vida real). Seu maior objetivo é simplesmente fazer um bom trabalho e cumprir a lei. Certa noite, durante uma ação policial, Mitch agride um cinegrafista de TV que tentava filmá-lo. Os executivos da emissora, em vez de processá-lo, têm outra idéia: criar um programa mostrando a realidade dos bastidores da polícia, em que o durão Mitch seria o astro principal. Porém, logo fica claro que a realidade do mundo de Mitch era “real demais” para ser exibida na televisão e deveria de alguma maneira ser maquiada. A solução encontrada é hilariante: colocar no programa um outro personagem, um policial simpático e carismático, papel que cai como uma luva para o falastrão Trey (Eddie Murphy). Agora, Mitch e Trey serão obrigados a atuar sempre juntos, com câmeras de TV em seu encalço, prendendo criminosos e distribuindo autógrafos.

    Mais do que a comédia propriamente dita (a química entre De Niro e Murphy é contagiante e as situações são divertidíssimas), Showtime tem o mérito de usar o humor para escancarar a falsa “realidade” dos reality shows. O bom roteiro satiriza a maneira pela qual os telespectadores caem ingenuamente nas armadilhas montadas pelos astutos produtores de TV, capazes até de reformar toda uma delegacia de polícia para que ela fique mais agradável aos olhos das câmeras. Exagero? Nem tanto? Além de fazer rir, Showtime também propõe uma oportuna discussão sobre os abusos de poder da mídia.

    O cineasta Jorge Saralegui se sai muito melhor como argumentista que como produtor. Escrevendo o argumento original de Showtime (sua estréia com escritor para cinema), ele demonstrou grande talento e um ótimo senso de comédia. Já produzindo, ele ajudou a “cometer” filmes como A Rainha dos Condenados, A Máquina do Tempo e Planeta Vermelho.

    Infelizmente, porém, Showtime fracassou nas bilheterias dos EUA, onde não rendeu nem a metade de seu alto custo de US$ 85 milhões. Má notícia para Will Smith, astro de Homens de Preto, que é um dos produtores do filme.

    28 de maio de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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