SIMPLESMENTE AMOR

SIMPLESMENTE AMOR

(Love Actually)

2003 , 134 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Curtis

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard Curtis

    Produção: Duncan Kenworthy, Eric Fellner, Tim Bevan

    Fotografia: Michael Coulter

    Trilha Sonora: Craig Armstrong

    Estúdio: DNA Films, Universal Pictures

    Elenco

    Alan Rickman, Billy Bob Thornton, Chiwetel Ejiofor, Colin Firth, Denise Richards, Elisha Cuthbert, Emma Thompson, Hugh Grant, Keira Knightley, Laura Linney, Liam Neeson, Rodrigo Santoro

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Existem filmes que a gente pode recomendar para todos os públicos, sem medo de errar. Para quem gosta de produções comerciais, para quem prefere alguma coisa mais inteligente, para homens, mulheres, jovens, velhos. São poucos os filmes assim, mas eles existem. E um deles é o delicioso Simplesmente Amor, mistura de drama, comédia e romance da excelente produtora britânica Working Title, a mesma dos deliciosos O Diário de Bridget Jones, Um Grande Garoto, Um Lugar Chamado Notting Hill e outras preciosidades que espelham a vida urbana da Inglaterra.

    Depois de escrever os ótimos roteiros de O Diário de Bridget Jones, Um Lugar Chamado Notting Hill e Quatro Casamentos e um Funeral, entre outros, Richard Curtis decidiu estrear na direção no ousado projeto de Simplesmente Amor. Ousado porque o filme apresenta nada menos que 19 personagens - sem que nenhum deles seja exatamente o principal, nem exatamente o coadjuvante - em pequenas tramas que se esbarram e se tangenciam com sutileza britânica durante duas horas e 12 minutos de projeção. Nada modesto para um filme de estréia. Entre todas as histórias e personagens, somente um ponto em comum: o amor. De todos os tipos. Fraternal, passional, platônico, lacônico, sensual, físico, químico, biológico... São duas horas e 12 minutos de momentos que já podem ser considerados antológicos do romance cinematográfico.

    Um viúvo supera a dor da morte de sua esposa ajudando o pequeno enteado a resolver seu problema de amor com uma menina do colégio. Uma mulher tem em sua cama, finalmente, a grande paixão de sua vida, mas se vê numa encruzilhada quando seu próprio irmão pede sua ajuda. Um homem decide que não existem barreiras lingüísticas para o amor e resolve conquistar sua amada, nem que para isso ele precise aprender um estranho idioma chamado... português. Um executivo casado é assediado pela própria secretária. E até o poderoso primeiro ministro da Inglaterra se vê em maus lençóis quando se apaixona por uma assistente que - por sua vez - será assediada por ninguém menos que o Presidente dos Estados Unidos. É, o amor é um vírus que não faz distinção de sexo, raça, idade ou classe social. São tantas as situações criadas pelo filme que descrevê-las seria - além de aborrecido - inútil. Simplesmente Amor é um filme para ser visto, e não lido. Mas visto com o coração aberto, e sensibilidade à flor da pele. É um filme terno, emotivo e emocionante, divertido e absolutamente apaixonante, na medida em que trabalha com situações simples do dia-a-dia de todos nós, mas que envolvem, ao mesmo tempo, a nossa mais complexa matéria prima: as emoções. Um filme sem um policial, sem um tiro, sem uma perseguição de automóveis, sem efeitos especiais e com muita paixão. Além de um elenco extraordinário que inclui Hugh Grant fazendo seu inesquecível papel de Hugh Grant, uma maravilhosa Emma Thompson, e até o nosso Rodrigo Santoro - extremamente fotogênico e bastante eficiente - agora sem as suas falas cortadas. Uma delícia (o filme...).

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus