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SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

(Sing, 2016)

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21/12/2016 13h17
por Daniel Reininger

Sing - Quem Canta Seus Males Espanta não é um filme com uma história significativamente relevante, mas é uma produção contagiante, com personagens interessantes e grandes músicas. O longa não tem a mesma energia de Meu Malvado Favorito, grande sucesso da Illumination Entertainment, porém, é capaz de encantar crianças e adultos com seu clima de show de calouros.

A trama acompanha um Coala chamado Buster Moon, interpretado por Matthew Mcconaughey, um produtor teatral fracassado, repleto de problemas financeiros, que tenta uma última chance de restaurar a glória de seu antigo teatro produzindo uma competição de canto que oferece, por engano, o prêmio de US$ 100 mil ao vencedor.

Obviamente que, diante de um prêmio tão bom, muitos concorrentes aparecem no teatro e é aí que conhecemos os principais personagens: A porquinha dona de casa Rosita (Reese Witherspoon), o malandro Mike (Seth Macfarlane), a adolescente roqueira Ash (Scarlett Johansson), a elefanta tímida Meena (Tori Kelly), o gorila filho de gangster Johnny (Taron Egerton) e o animado porco Gunter (Nick Kroll), que merecia mais espaço e liberdade na tela de tão divertido que é. Eles são escolhidos para fazer parte do show, mas nunca fica claro como algum deles será escolhido vencedor e ninguém parece realmente se importar com isso.

O grande lance do filme é ver como cada um dos personagens lida com suas dificuldades pessoais para estar no show, o qual está fadado ao fracasso graças ao atrapalhado Coala que decide continuar em frente mesmo ao descobrir que prometeu um prêmio muito maior do que conseguiria pagar. Não é fácil simpatizar com Buster Moon no começo, mas conforme as coisas dão errado, nosso respeito pelo Coala cresce e a ótima cena do lava rápido nos ajuda a dar valor ao protagonista.

O elenco todo, na realidade, é mal aproveitado, afinal os personagens não tem muito espaço para desenvolvimento e as piadas nem sempre funcionam, com exceção das cenas com a ajudante Kiki, sempre boas. Portanto, a graça mesmo do filme se concentra nas músicas e nas performances dos bichos no palco, seja durante testes, ensaios ou apresentações. Que são realmente divertidas e contagiantes.

Como esperado, o longa apresenta dificuldades diversas para os participantes do concurso de canto e quando as coisas chegam ao fundo do poço, o longa foca a mensagem de que "é preciso lutar por seus sonhos" e assim chegamos ao clímax, que entrega exatamente o que promete o título da produção com mais uma grande cena musical.

Sing se esforça para encantar em diversas áreas e é, de fato, uma produção muito bem feita, mas convencional, que possui alguns problemas típicos das animações medianas, como a falta de um protagonista realmente cativante, trama previsível e mensagens positivistas forçadas.

Além disso, alguns discursos, como a submissão de Rosita a seu marido, são tratados de forma casual demais e incomodam, sem a trama proporcionar uma resolução suficientemente adequada para o tema. E essa não é a única situação problemática. Questões como essa são compensadas pelas contagiantes cenas musicais e pela ótima trilha sonora, empolgante do começo ao fim e é por isso que Sing é uma ótima diversão para adultos e crianças. Entretanto, o longa não deve chegar nem perto do impacto causado pela franquia Meu Malvado Favorito.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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