SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

(Sing)

2016 , 108 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 22/12/2016

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Garth Jennings

    Equipe técnica

    Roteiro: Garth Jennings

    Produção: Christopher Meledandri, Janet Healy

    Trilha Sonora: Joby Talbot

    Estúdio: Illumination Entertainment, Universal Pictures

    Montador: Gregory Perler

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Asher Blinkoff, Beck Bennett, Jay Pharoah, Jen Faith Brown, Jennifer Saunders, John C. Reilly, Jon Robert Hall, Laura Dickinson, Leslie Jones, Matthew McConaughey, Nick Kroll, Nick Offerman, Peter Serafinowicz, Reese Witherspoon, Scarlett Johansson, Seth MacFarlane, Taron Egerton, Tori Kelly

  • Crítica

    21/12/2016 13h17

    Por Daniel Reininger

    Sing - Quem Canta Seus Males Espanta não é um filme com uma história significativamente relevante, mas é uma produção contagiante, com personagens interessantes e grandes músicas. O longa não tem a mesma energia de Meu Malvado Favorito, grande sucesso da Illumination Entertainment, porém, é capaz de encantar crianças e adultos com seu clima de show de calouros.

    A trama acompanha um Coala chamado Buster Moon, interpretado por Matthew Mcconaughey, um produtor teatral fracassado, repleto de problemas financeiros, que tenta uma última chance de restaurar a glória de seu antigo teatro produzindo uma competição de canto que oferece, por engano, o prêmio de US$ 100 mil ao vencedor.

    Obviamente que, diante de um prêmio tão bom, muitos concorrentes aparecem no teatro e é aí que conhecemos os principais personagens: A porquinha dona de casa Rosita (Reese Witherspoon), o malandro Mike (Seth Macfarlane), a adolescente roqueira Ash (Scarlett Johansson), a elefanta tímida Meena (Tori Kelly), o gorila filho de gangster Johnny (Taron Egerton) e o animado porco Gunter (Nick Kroll), que merecia mais espaço e liberdade na tela de tão divertido que é. Eles são escolhidos para fazer parte do show, mas nunca fica claro como algum deles será escolhido vencedor e ninguém parece realmente se importar com isso.

    O grande lance do filme é ver como cada um dos personagens lida com suas dificuldades pessoais para estar no show, o qual está fadado ao fracasso graças ao atrapalhado Coala que decide continuar em frente mesmo ao descobrir que prometeu um prêmio muito maior do que conseguiria pagar. Não é fácil simpatizar com Buster Moon no começo, mas conforme as coisas dão errado, nosso respeito pelo Coala cresce e a ótima cena do lava rápido nos ajuda a dar valor ao protagonista.

    O elenco todo, na realidade, é mal aproveitado, afinal os personagens não tem muito espaço para desenvolvimento e as piadas nem sempre funcionam, com exceção das cenas com a ajudante Kiki, sempre boas. Portanto, a graça mesmo do filme se concentra nas músicas e nas performances dos bichos no palco, seja durante testes, ensaios ou apresentações. Que são realmente divertidas e contagiantes.

    Como esperado, o longa apresenta dificuldades diversas para os participantes do concurso de canto e quando as coisas chegam ao fundo do poço, o longa foca a mensagem de que "é preciso lutar por seus sonhos" e assim chegamos ao clímax, que entrega exatamente o que promete o título da produção com mais uma grande cena musical.

    Sing se esforça para encantar em diversas áreas e é, de fato, uma produção muito bem feita, mas convencional, que possui alguns problemas típicos das animações medianas, como a falta de um protagonista realmente cativante, trama previsível e mensagens positivistas forçadas.

    Além disso, alguns discursos, como a submissão de Rosita a seu marido, são tratados de forma casual demais e incomodam, sem a trama proporcionar uma resolução suficientemente adequada para o tema. E essa não é a única situação problemática. Questões como essa são compensadas pelas contagiantes cenas musicais e pela ótima trilha sonora, empolgante do começo ao fim e é por isso que Sing é uma ótima diversão para adultos e crianças. Entretanto, o longa não deve chegar nem perto do impacto causado pela franquia Meu Malvado Favorito.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus