SLOGANS

SLOGANS

(Slogans)

2001 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gjergj Xhuvani

    Equipe técnica

    Roteiro: Gjergj Xhuvani, Ylljet Alicka, Yves Hanchar

    Produção: Anne-Dominique Toussaint, Pascal Judelewicz

    Fotografia: Gerald Thiaville

    Trilha Sonora: Denis Barbier

    Elenco

    Agim Qirjaqi, Artur Gorishti, Birce Hasko, Festim Çela, Luiza Xhuvani, Niko Kanxheri, Robert Ndrenika

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    No mínimo, interessante. Chega ao nosso circuito Slogans, filme produzido na pequena Albânia, um dos mais atrasados países pertencentes à antiga "Cortina de Ferro". E é justamente a dominação russa o tema deste drama. Tudo se passa nos anos 70, quando o professor de biologia Andre (Artur Gorishti) deixa a capital do país para lecionar numa pequena escola perdida num vilarejo interiorano. Logo ao chegar, ele recebe sua primeira incumbência: escolher um slogan político. Andre estranha. Pressionado, escolhe um slogan qualquer, sem saber que sua próxima tarefa será escrever, com pedras, a frase escolhida nas encostas das montanhas que circundam o vilarejo. Aos poucos, o professor percebe que o líder local, representante do Partidão, tem fixação por slogans políticos, que a torto e a direito manda pintar e esculpir pela cidade.

    Trata-se de uma metáfora sobre a burocracia e a embriaguez resultantes do poder absoluto. Professores e alunos carregando pedras para esculpir frases de ordem nas montanhas formam o painel de uma escravidão política que deixa a própria sala de aula em segundo plano para endeusar ditadores. E o pior: o filme é baseado em fatos reais relatados no livro do escritor albanês Ylljet Aliçka, também autor do roteiro.

    Cinematograficamente, o filme tem uma tocada lenta e hipnótica, beirando o estilo iraniano, que envolve o espectador aos poucos, levando-o, junto com o personagem principal, a um estado de calada indignação. Talvez hoje já não se carreguem mais pedras nas montanhas da Albânia. Mas todos os demais exemplos de imbecilidades provenientes de governos autoritários - democráticos ou não - permanecem vivos e ativos no noticiário diário. É só prestar atenção.

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