SOB A MESMA LUA

SOB A MESMA LUA

(La Misma Luna)

2007 , 106 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/11/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Patricia Riggen

    Equipe técnica

    Roteiro: Ligiah Villalobos

    Produção: Gerardo Barrera, Patricia Riggen

    Fotografia: Checco Varese

    Trilha Sonora: Carlo Siliotto

    Elenco

    Adrian Alonso, America Ferrera, Ernesto D'Alessio, Eugenio Derbez, Ignacio Guadalupe, Isaac Bravo, J. Teddy Garces, Jesse Garcia, Kate del Castillo

  • Crítica

    14/11/2008 00h00

    Sem medo de ser sentimental, o drama Sob a Mesma Lua carrega fortes traços da famosa tradição melodramática mexicana. E tem todos os elementos para isso: filho procurando mãe, imigrantes buscando uma vida melhor, injustiças e redenções. Às vezes com um tempero exagerado, como convém à culinária (e à cinematografia) vinda do México.

    A trama mostra o pequeno Carlitos (Adrian Alonso) e sua mãe, Rosário (Kate del Castillo), separados por alguns quilômetros, mas vivendo um gigantesco abismo cultural e sentimental: o garoto está no México e a mãe em Los Angeles, em busca do famoso sonho americano de uma vida melhor. Porém, a que custo? O menino, de apenas nove anos, está sem ver Rosário há quatro anos. Praticamente metade de sua vida. Só lhes resta o consolo de um telefonema semanal, sempre aos domingos. Não, não há skype, celulares nem webcam. A imensa saudade faz então com que Carlitos tome uma atitude radical: atravessar a fronteira sozinho, munido apenas de um punhado de dólares e o endereço da mãe escrito num pedaço de envelope. Quase que simultaneamente, Rosário também toma uma decisão: retornar ao México.
    Agora, mãe, filho, roteirista do filme (Ligiah Villalobos) e diretora (Patrícia Riggen) têm o tempo cinematográfico de apenas uma semana para que seus destinos se cruzem ou se desencontrem. Com direto a várias aventuras pelo caminho.

    Embora competente, Sob a Mesma Lua é um filme esquemático para agradar ao grande público. Principalmente o latino. Uma criança, com apenas uma carta na mão, cruzando o país à procura da mãe, tem um sabor incontestável de Central do Brasil. A alternância de momentos cômicos e dramáticos também é um recurso de roteiro especialmente estudado para agradar. Co-produzido por México e EUA, o filme traz do seu parceiro latino a dramaticidade melodramática típica do tema. E importa do parceiro hollywoodiano o acabamento técnico preciso e as fórmulas prontas da busca pelo sucesso.

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