Cartaz de Sobrevivente

SOBREVIVENTE

(Djúpið)

2012 , 96 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 17/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Baltasar Kormákur

    Equipe técnica

    Roteiro: Baltasar Kormákur, Jón Atli Jónasson

    Produção: Agnes Johansen, Baltasar Kormákur

    Fotografia: Elísabet Ronaldsdóttir, Sverrir Kristjánsson

    Trilha Sonora: Bergsteinn Björgúlfsson

    Montador: Atli Geir Grétarsson

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Björn Thors, Ólafur Darri Ólafsson, Stefán Hallur Stefánsson, Walter Grímsson, Þorbjörg Helga Þorgilsdóttir

  • Crítica

    16/07/2014 07h57

    Este longa islandês é inspirado numa história real de sobrevivência ocorrida em 1984. Um pescador chamado Gulli (Olafur Darri Olafsson) se vê à deriva nas gélidas águas do Atlântico Norte depois que o pesqueiro onde trabalhava naufraga. Seus amigos sucumbem rápido ao frio, mas ele inexplicavelmente consegue nadar por seis horas e sobreviver.

    Aparentemente não há nada de especial no pescador. É um tipo comum, sedentário, acima do peso e fumante. O filme faz um preâmbulo em que mostra Gulli levando uma vida simples, monótona, na gelada ilha onde mora. Quando não está no mar, o solitário homem frequenta o bar local onde bebe com os amigos e flerta com as garotas.

    Ao voltar à vida, Gulli tem de enfrentar a dor pela perda dos amigos e o assédio da imprensa por conta de sua incrível história de sobrevivência. É também alvo da curiosidade de médicos e cientistas, que querem entender como alguém poderia ter subsistido em condições tão severas. Ele é convencido a ir para a capital Reykjavík passar por uma bateria de exames que vão tentar achar respostas científicas para seu feito extraordinário.

    Sobrevivente é um filme simples, mas carregado de realismo e sensibilidade. O diretor Baltasar Kormákur segue um caminho diferente de longas sobre tragédias marítimas como Mar em Fúria, por exemplo, que se preocupa em revelar fatos da vida familiar dos personagens principais para levar o público a se preocupar com seu destino e lamentar seus revezes.

    O filme islandês perde pouco tempo com isso e quase nada sabemos sobre o passado de alguns dos companheiros de infortúnio de Gulli. Mesmo sobre ele, é revelado muito pouco incialmente. Algumas informações sobre seu passado são mostradas em flashbacks enquanto está sozinho no mar. É relembrando momentos de sua infância e conversando com gaivotas que mantém a lucidez e a força para continuar lutando.

    Toda a parte que envolve o naufrágio e a batalha de Gulli para sobreviver é filmada de forma muito realista, conseguindo fazer a audiência compactuar de seu sofrimento e também da sensação de insignificância e fragilidade do ser humano diante da natureza.

    O espectador habituado a filmes americanos do gênero, que costumam explorar a emoção com mais pungência, talvez estranhe a frieza narrativa de Sobrevivente. Mas este distanciamento, que faz do público um voyeur dos acontecimentos, é carregado de uma autenticidade que, se não leva às lágrimas, tampouco nos deixa indiferentes.

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