SOLDADO ANÔNIMO

SOLDADO ANÔNIMO

(Jarhead)

2005 , 126 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sam Mendes

    Equipe técnica

    Roteiro: William Broyles Jr.

    Produção: Douglas Wick, Lucy Fisher, Sam Mendes

    Fotografia: Roger Deakins

    Trilha Sonora: Thomas Newman

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    Chris Cooper, Jake Gyllenhaal, Jamie Foxx, Katherine Randolph, Peter Sarsgaard, Sam Rockwell, Skyler Stone, Wade Williams

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    No currículo do cineasta Sam Mendes, observamos que suas obras cinematográficas costumam desafiar o status quo da sociedade norte-americana, como Beleza Americana (1999) - filme que mostrou seu nome a Hollywood. Depois do belíssimo Estrada Para Perdição (2001), Mendes volta a cutucar os EUA com Soldado Anônimo, adaptação do livro Jarhead, escrito por Anthony Swofford e inédito mas livrarias brasileiras. A publicação, autobiográfica, conta os apuros e as aflições pelas quais Swofford passou enquanto servia ao Exército norte-americano.

    No filme, Swofford é vivido por Jake Gyllenhaal. Como muitos jovens norte-americanos pensam ao completar 18 anos, o protagonista quer ser útil à sua nação e, para isso, alista-se no Exército. Após passar pelos tradicionais "trotes" aplicados pelos veteranos, ele é finalmente convocado para servir ao seu país durante a Guerra do Golfo. Nomeado atirador de elite, Swoff encontra em sua dupla, Troy (Peter Sarsgaard), um companheiro. No deserto do Oriente Médio, o protagonista e um grupo de soldados - comandados pelo sargento Sykes (Jamie Foxx) - tentam matar o tempo da forma mais saudável possível (ou não) até que sejam convocados à linha de combate.

    Filmado na Califórnia (EUA) e no México, Soldado Anônimo traz cenas memoráveis, plasticamente perfeitas. Além disso, levanta a questão dos interesses econômicos por trás de qualquer guerra. Além da direção sempre acertada de Sam Mendes, vale também destacar a performances dos atores. O jovem Jake Gyllenhaal mostra ser um nome forte dentre os atores de sua geração. Sobre Jamie Foxx não há muito o eu dizer, especialmente após o Oscar de Melhor Ator por Ray, mas quem também não decepciona na interpretação é Peter Sarsgaard, recebendo um papel de destaque como o melhor amigo do protagonista.

    "Jarhead" é a palavra que nomeia a produção originalmente e, também, o livro que o inspirou. Trata-se de uma gíria usada para designar os novos soldados, como explica o próprio protagonista durante o filme. Traduzido ao pé da letra, significa algo como "cabeça de jarro". Como se a mente do soldado fosse um recipiente vazio, pronto para ser preenchido pelas idéias que os veteranos e comandantes estão prontos a despejar. A legitimação do conflito bélico, basicamente, é a principal idéia que os novos soldados aprendem a aceitar. Mas não é isso que o filme faz com a cabeça do espectador. Ao mesmo tempo em que o conflito em si é injustificável, o trabalho da equipe de Swofford também é. Sua função como atiradores de elite é esperar. Esperar no calor, no treinamento pesado, na ansiedade de, finalmente, poder usar os rifles que lhes foram entregues no primeiro dia nessa posição. Mais angustiante do que estar na linha de fogo, talvez, é esperar por estar lá num ambiente inóspito, como é o caso em Soldado Anônimo.

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