Pôster de Somos o que Somos

SOMOS O QUE SOMOS

(We Are What We Are)

2013 , 100 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/12/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jim Mickle

    Equipe técnica

    Roteiro: Jim Mickle, Jorge Michel Grau, Nick Damici

    Produção: Andrew Corkin, Rodrigo Bellott

    Fotografia: Ryan Samul

    Trilha Sonora: Jeff Grace

    Estúdio: Belladonna Productions LLC

    Montador: Jim Mickle

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Ambyr Childers, Annemarie Lawless, Bill Sage, Jack Gore, Joel Nagle, Julia Garner, Kassie Wesley DePaiva, Kelly McGillis, Larry Fessenden, Laurent Rejto, Michael Parks, Nat DeWolf, Nick Damici, Odeya Rush, Traci Hovel, Vonia Arslanian, Wyatt Russell

  • Crítica

    05/12/2013 12h00

    Em meio ao marasmo criativo entre os filmes de horror, Somos o que Somos já sai com um braço de vantagem por tocar em tema ainda não saturado no mercado: canibalismo. E por falar em braço, esta e outras partes do corpo humano ganham status de ingredientes neste soturno longa.

    O filme começa exibindo a trágica morte de uma mulher que parece vítima de algum mal desconhecido. Ela é Emma Parker (Kassie DePaiva), mãe que deixa três filhos e o marido atordoados com sua partida. Os Parker, não demoramos a notar, parecem uma família estacionada em algum lugar do século 19. Vivem reclusos, vestem-se com roupas antiquadas e tem relações mínimas com a vizinhança.

    Eles escondem um segredo que atravessa gerações da família, um ritual que necessariamente tem de ser comandado pelas mulheres do clã. Com a morte da mãe, a filha mais velha Rose (Julia Garner) é incumbida pelo pai, Frank (Bill sábio), a dar continuidade à tradição. Mas ela e a irmã mais nova, Iris (Ambyr Childers), parecem dispostas a abandonar o legado tétrico de seus antepassados.

    Paralelamente, a pequena cidade onde moram enfrenta há anos uma sucessão de misteriosos desaparecimentos não esclarecidos. Uma de suas vítimas é o dr. Barrow (Michael Parks), cuja filha sumiu misteriosamente anos atrás. É ele que examina o corpo de Emma Parker antes do enterro. Certo de que algo estava errado com ela, resolve investigar a doença misteriosa que parece vitimar também Frank, o taciturno patriarca da família.

    O diretor Jim Mickle consegue criar uma convincente atmosfera de medo e pressentimento obscuro em Somos o que Somos. O elenco atua de acordo e a ambientação de florestas densas, céus nublados e uma estação chuvosa ininterrupta contribui para a dramaticidade sinistra da história. O final é macabro e surpreende, apesar de um tanto excessivo. Para se ter uma ideia, fui informado antes da sessão de que o filme teria classificação indicativa 18 anos no Brasil; só entendi o porquê depois desta cena de encerramento. 

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