SORTE NO AMOR

SORTE NO AMOR

(Just My Luck)

2006 , 104 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Donald Petriee

    Equipe técnica

    Roteiro: Amy B. Harris, I. Marlene King

    Produção: Arnold Rifkin, Arnon Milchan, Bruce Willis

    Fotografia: Dean Semler

    Trilha Sonora: Teddy Castellucci

    Estúdio: New Regency Pictures

    Elenco

    Bree Turner, Carlos Ponce, Chris Carmack, Chris Pine, Faizon Love, Lindsay Lohan, M Henry Jaderlund, Makenzie Vega, Samaire Armstrong

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Sorte no Amor é o tipo de filme que costuma encantar os corações mais românticos, funcionando como um conto de fadas para os mais crescidos. De uma forma descompromissada, o filme agrada ao público que não procura muito mais do que puro entretenimento numa sessão de cinema. Brincando com conceitos de sorte, azar e destino, a produção, dirigida por Donald Petrie (Como Perder Um Homem Em 10 Dias), ainda marca o primeiro papel da atriz teen Lindsay Lohan como personagem adulta.

    Lindsay é Ashley Albright. Ela trabalha em uma agência de publicidade e é conhecida por suas melhores amigas - Maggie (Samaire Armstrong, que já participou do seriado The O.C.) e Dana (Bree Turner) - como a garota mais sortuda do mundo. Não à toa. Afinal, enquanto anda pelas ruas de Nova York, Ashley mais parece um imã de boa sorte em situações que ultrapassam o absurdo. Quando ela pisa na calçada, uma chuva torrencial é capaz de parar; os faróis ficam verdes quando ela está com pressa; ela perde um elevador lotado para pegar, em seguida, um vazio, acompanhada somente por um belo pretendente em potencial; tem em suas mãos, por coincidência, o vestido de Sarah Jéssica Parker - ícone fashion nova-iorquino após protagonizar a série Sex And The City. Samantha Stephens (protagonista da série A Feiticeira) não faria melhor.

    Paralelamente, acompanhamos Jake Hardin (o estreante Chris Pine), ele mesmo uma verdadeira tragédia em forma de pessoa. Ele tenta, numa sucessão de pequenos desastres, entregar um CD da banda McFly a Damon Phillips (Faizon Love), dono de uma gravadora. Mas, claro, não consegue. Mais uma vez, falha ao divulgar o trabalho da banda de rock-and-roll produzida por ele. Quando Ashley tem a oportunidade de organizar um baile de máscaras para Phillips, ela tem a grande chance em sua carreira, assim como Jake, que resolve entregar o disco nesse evento. Na pista de dança, os destinos dos dois protagonistas se cruzam e as sortes são trocadas, literalmente. Quando se beijam, automaticamente, Ashley se torna a pessoa mais azarada da cidade. Jake, claro, o mais sortudo. De repente, ela perde não somente seu emprego, mas também o belo pretendente e seus pertences após inundação em seu apartamento. Já o rapaz consegue engatar não somente a carreira do McFly, mas, principalmente, a sua como produtor musical.

    Sorte no Amor é bobo, previsível e bastante exagerado. E mesmo assim encanta. O diretor está consciente de que se trata de mais um filme romântico. Por isso, conduz as cenas de uma forma certinha, com grandes toques de contos de fadas e elementos mágicos, que também podem ser relacionados ao jogo de sorte e azar proposto pelo roteiro. Com um figurino caprichado, pontuado por camisetas de rock e peças de estilistas famosos - o que combina bastante com a vida cosmopolita levada por seus personagens em Manhattan -, Sorte no Amor não traz nada de novo no cinema. Nem pretende. É entretenimento bobo e sem compromisso, ideal para aqueles dias quando não queremos pensar em muitas coisas.

    Em tempo: a banda McFly - cujo nome é inspirado no protagonista do clássico De Volta Para o Futuro (1985) - realmente existe. Apesar de ser apresentada por Jake como "a mais quente de Nova York", é inglesa e faz bastante sucesso entre os adolescentes ao misturar o hardcore do Blink-182 (uma das referências dos rapazes) e os solos clássicos de bandas como The Beach Boys e Beatles (em sua primeira fase), sem contar o visual e vocais parecidos com as de "bandas de garotos", como Backstreet Boys.

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