SOUL KITCHEN

SOUL KITCHEN

(Soul Kitchen)

2009 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 19/03/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Fatih Akin

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Bousdoukos, Fatih Akin

    Produção: Klaus Maeck

    Fotografia: Rainer Klausmann

    Estúdio: Corazón International

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Adam Bousdoukos, Birol Ünel, Catrin Striebeck, Cem Akin, Dorka Gryllys, Jan Fedder, Lukas Gregorowicz, Moritz Bleibtreu, Peter Lohmeyer, Pheline Roggan, Wotan Wilke Möhring

  • Crítica

    09/03/2010 11h26

    Quem procura um entretenimento divertido, sem grandes expectativas, pode relaxar e curtir Soul Kitchen, produção alemã dirigida e co-roteirizada pelo premiado Fatih Akin, o mesmo de Contra a Parede.

    A história se passa na cidade natal do cineasta - Hamburgo –, onde o imigrante grego Zinos Kazantsakis (Adam Bousdoukos, também roteirista do filme) tenta com muita dificuldade manter abertas as portas do seu endividado restaurante que batiza o filme. Para piorar a situação, sua namorada, Nadine (Pheline Roggan), está de mudança para Xangai. E seu irmão encrenqueiro, Illias (Moritz Bleibtreu, de O Grupo Baader Meinhof), que acaba de sair da prisão, lhe pede um emprego “de fachada” no restaurante, apenas para continuar solto.

    A extrema fragilidade (pessoal, emocional e econômica) do protagonista faz com que ele caminhe perigosamente pela fina linha que divide o humor da tragédia iminente. No caso, da tragédia literalmente grega. É sobre este desespero de Zinos que o filme arma suas situações cômicas. Ou, pelo menos, tenta armar. A primeira gag até promete: uma máquina de lavar louças cujo defeito é quebrar os pratos, ao invés de lavá-los. A ironia reside no fato de que a fabricação da tal máquina é grega... Porém, o humor de Soul Kitchen acaba não decolando, nem nos diálogos, nem no estilo, nem na construção das situações. O roteiro arma diversas armadilhas para o protagonista que acabam sendo resolvidas de forma pouco convincente ou – o que é pior para uma comédia – pouco ou nada engraçada. Às vezes, parece uma colcha de retalhos de outros filmes já vistos e outras vezes esbarra num estilo a la Guy Richie, ainda que bem longe do vigor do cineasta britânico.

    Os personagens, por outro lado, conseguem destilar um bom carisma, e a despeito de um ou outro momento onde o filme perde o ritmo (a longa festa regada a um afrodisíaco hondurenho, por exemplo), acaba se torcendo para que o esforçado Zinos resolva de fato sua interminável lista de problemas.

    O resultado é um filme simpático. Longe de ser genial, mas que funciona como um entretenimento descompromissado. O Prêmio Especial do Júri recebido no prestigiado Festival de Veneza soa muito exagerado.

    Com personagens gregos passando apuros na Alemanha, Soul Kitchen ganha um fôlego extra impulsionado pela atual crise política e econômica que se estabeleceu recentemente entre Grécia e Alemanha. Não deixa de ser uma coincidência. Curiosa, sim, mas insuficiente para transformá-lo num programa imperdível.

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