SOUTH PARK - MAIOR, MELHOR E SEM CORTES

SOUTH PARK - MAIOR, MELHOR E SEM CORTES

(South Park - Bigger, Longer & Uncut)

1999 , 81 MIN.

14 anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Trey Parker

    Equipe técnica

    Roteiro: Matt Stone, Trey Parker

    Produção: Adam Schroeder, Scott Rudin

    Trilha Sonora: Trey Parker

    Elenco

    Anthony Cross-Thomas, Brent Spinner, Bruse Howell, Deb Adair, dos personagens: Jesse Howel, Francesca Clifford, George Clooney, Jennifer Howell, Minnie Driver

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Ultimamente, por causa de bobagens como Quem Vai Ficar com Mary?, O Rei da Água, American Pie e outros, a expressão “politicamente incorreto” ficou associada a filmes de mau gosto. Não é – mesmo – o caso do hilariante e inteligente South Park – Maior, Melhor & Sem Cortes.

    Para quem nunca assistiu South Park na televisão (exibido no Brasil pela MTV, Multishow e Locomotion), vale a advertência: o desenho não é feito para crianças. Em traços simplórios e quase amadores, os habitantes da cidadezinha que dá nome ao seriado detonam com toda e qualquer instituição dita “de respeito” na sociedade americana. Governo, Igreja, Jesus Cristo em pessoa, judeus, negros, eventualmente o próprio Deus, Bill Clinton, Bill Gates, Barbra Streisand, nada, mas nada mesmo escapa da metralhadora giratória de Trey Parker e Matt Stone, os criadores da idéia toda. Palavrões não faltam. Escatologia também não (afinal, no seriado, o símbolo do Natal é um cocozinho falante com gorro de Papai Noel).

    No longa metragem, toda a baixaria e o besteirol dos desenhos da TV também são ampliados para a tela grande. A história mostra os quatro personagens principais da série (os garotos Kyle, Stan, Kenny e Cartman) indo ao cinema para assistir a Bundas Flamejantes, um filme proibido para menores. Eles saem da sessão falando ainda mais palavrões do que de costume. Seus pais ficam estarrecidos com as bocas-sujas dos meninos, e chegam à seguinte conclusão: como o tal filme proibido é canadense, a solução é que os EUA declarem guerra ao país vizinho.
    Tudo isso em meio a toneladas de sátiras e críticas contra a suposta moral conservadora americana, contra o os desenhos da Disney (repare como as canções de South Park utilizam o próprio estilo Disney para satirizá-lo) e principalmente contra a MPAA (Motion Pictures Association of América, citada nominalmente no desenho, mas sem a tradução em português), a toda-poderosa organização que controla o cinema americano.

    É simplesmente de rolar de rir. Principalmente para quem já curtia os personagens na telinha. Corrosivo, cáustico, divertido, anti-tudo, South Park é deliciosamente anarquista.

    Lançado nos EUA no significativo feriado de 4 de julho (do ano passado), o desenho custou 21 milhões de dólares e – mostrando que talvez o americano não seja tão conservador como se pensa – faturou 52 milhões. E ainda teve uma de suas canções (Blame Canada) indicada ao Oscar.

    Não deixe de ver.

    23 de agosto de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, e do Canal 21.

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