SPIRIT - O CORCEL INDOMÁVEL

SPIRIT - O CORCEL INDOMÁVEL

(Spirit: Stallion of the Cimarron)

2002 , 83 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kelly Asbury, Lorna Cook

    Equipe técnica

    Roteiro: John Fusco

    Produção: Max Howard, Mireille Soria

    Trilha Sonora: Bryan Adams, Gavin Greenaway, Hans Zimmer

    Estúdio: DreamWorks SKG

    Elenco

    Bryan Adams, James Cromwell, no original de Matt Damon

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Houve uma época em que se aguardava com ansiedade o novo desenho de longa-metragem dos Estúdios Disney. De dois anos para cá, esta expectativa mudou. Agora, espera-se ansiosamente pelo novo desenho da DreamWorks, empresa capitaneada por Steven Spielberg, que tem em Jeffrey Katzenberg (ex-Disney) seu produtor máximo para o setor de animação.

    Neste sentido, Spirit - O Corcel Indomável é um pouco decepcionante. O novo desenho da DreamWorks é "Disney demais". Explica-se: ao longo dos anos, a empresa de Mickey Mouse desenvolveu um estilo romântico e por vezes até excessivamente melado de animação em longa-metragem. Enquanto isso, a DreawWorks escolhia o caminho da sátira e do humor, como pôde ser constatado em O Caminho Para El Dorado e, principalmente, em Shrek. Nesta temporada, parece que os dois estúdios inverteram seus papéis. Enquanto Lilo & Stitch, da Disney, é divertido e satírico, Spirit, da DreamWorks, é romanticamente familiar.

    O roteiro de John Fusco (roteirista também do western-teen Jovens Demais Para Morrer) retorna ao Velho Oeste para contar a história da colonização norte-americana sob o ponto de vista de um cavalo. Mais precisamente de Spirit, um cavalo selvagem que andava em total liberdade com seu bando, até o aparecimento do terrível homem branco. O conflito é inevitável. De um lado, os valores puros e ecologicamente corretos representados por Spirit, sua família e seu bando selvagemente livre. Do outro, o colonizador armado, violento e opressor representado pela própria cavalaria dos Estados Unidos (ícone intocável na época de John Wayne). Entre ambos, aparece um elemento conciliador: o indígena, saudável meio termo entre a organização social e a liberdade selvagem.

    Plasticamente, o desenho é uma festa para os olhos. Afinal, a imagem proporcionada por cavalos correndo livremente pelas mais belas paisagens do oeste americano só poderia mesmo gerar belíssimos momentos na tela. Porém, a trama tem um leve sabor passadista que pode desagradar a quem esperava da DreamWorks um novo "momento Shrek". Na tentativa de fazer um desenho edificante para toda a família, os diretores estreantes Kelly Asbury e Lorna Cook (ambos vindos da Disney) pecaram pelo excesso de formalismo e pela falta de ousadia. Mas, mesmo assim, Spirit - O Corcel Indomável traz boas mensagens de honra e liberdade.

    As canções originais de Bryan Adams são dubladas por Paulo Ricardo na versão brasileira.

    3 de julho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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