SPLICE - A NOVA ESPÉCIE

SPLICE - A NOVA ESPÉCIE

(Splice)

2009 , 104 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 04/02/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Vincenzo Natali

    Equipe técnica

    Roteiro: Antoinette Terry Bryant, Vincenzo Natali

    Produção: Steven Hoban

    Fotografia: Tetsuo Nagata

    Trilha Sonora: Cyrille Aufort

    Estúdio: Copperheart Entertainment, Dark Castle Entertainment, Gaumont

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Abigail Chu, Adrien Brody, David Hewlett, Delphine Chanéac, Sarah Polley

  • Crítica

    12/01/2011 15h04

    Não é um filme fácil. Tampouco agradará a todos. Talvez, aliás, agrade a bem poucos. Mas isto acontece por causa de suas próprias qualidades: Splice – A Nova Espécie é uma ficção científica que não tem medo de errar. E por isso mesmo talvez erre mais do que a média dos filmes do gênero. Mas a média... ora, a média!

    Pode-se acusar Splice de muitas coisas. Grotesco, nojento, exagerado e, principalmente, bizarro. Mas o diretor Vincenzo Natali (o mesmo do ótimo O Cubo) carrega o mérito de ter ousado, de não ter se preocupado exageradamente como o gosto geral da nação. Eu, particularmente, prefiro um filme ousado que teve a coragem de errar a um comportado que navegou por mares já antes navegados com segurança.

    A trama é sobre Clive (Adrien Brody, de O Pianista) e Elsa (Sarah Pooley, de Minha Vida sem Mim) um casal de jovens cientistas que trabalha para uma grande corporação desenvolvendo medicamentos geneticamente sintetizados. Suas pesquisas, porém, acabam abrindo todo um novo, vasto e perigoso campo de experimentos genéticos. Principalmente quando Elsa tem a idéia de turbinar a experiência com DNA humano. Se eles tivessem assistido Frankenstein, saberiam que com estas coisas não se brinca...

    Ao contrário do que possa parecer num primeiro momento, Splice não se propõe a discutir (pelo menos com um mínimo de profundidade) a questão ética de pesquisas científicas relacionadas à clonagem humana. Não é por aí. O tema central do filme está mais ligado à paternidade e à maternidade. Os protagonistas não são “apenas” cientistas, mas sim um casal com problemas de relacionamento quando o assunto é ter ou não filhos. De certa maneira, trata-se de um drama familiar camuflado de fábula. É por este prisma que o filme ganha os seus melhores contornos dramatúrgicos.

    Por outro lado, quem for ao cinema em busca apenas de um suspense de ficção científica pode também ter um bom entretenimento. Isso, é claro, para quem conseguir deixar de lado os cânones do cinemão comercial americano e se abrir para uma estética menos elaborada e menos preocupada com a verossimilhança.

    Coproduzido por Canadá, França e Estados Unidos, Splice – A Nova Espécie espalha aqui e ali algumas brincadeiras com os espectadores fanáticos pelo gênero. A heroína do filme, por exemplo, cita a famosa expressão “It´s alive”, ícone do Frankenstein original de 1931. Isso sem dizer que o ator que interpretou o cientista no filme A Noiva de Frankenstein (1935) se chamava Colin Clive, enquanto a atriz que viveu a “noiva” era Elsa Lanchester. Exatamente os nomes do casal de protagonistas de Splice.

    Coisas de cinéfilos de carteirinha.

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