PôsterFF de Star Wars - Os Últimos Jedi

STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI

(Star Wars: The Last Jedi)

2017 , 152 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 14/12/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rian Johnson

    Equipe técnica

    Roteiro: Rian Johnson

    Produção: Kathleen Kennedy, Ram Bergman

    Fotografia: Steve Yedlin

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: Lucasfilm Ltd, Walt Disney Studios Motion Pictures USA

    Montador: Bob Ducsay

    Distribuidora: Walt Disney Pictures

    Elenco

    Adam Driver, Adrian Edmondson, Aki Omoshaybi, Akshay Kumar, Andy Nyman, Andy Serkis, Andy Wareham, Anthony Daniels, Antonio Lujak, Benicio Del Toro, Bern Collaco, Billie Lourd, Carrie Fisher, Chris Adams, Christopher Jaciow, Crystal Clarke, Daisy Ridley, Dan Euston, Dante Briggins, Domhnall Gleeson, Florian Robin, Gareth Edwards, Gary Barlow, Gwendoline Christie, Hermione Corfield, James Cox, Jimmy Vee, John Boyega, Jonathan Harden, Joseph Gordon-Levitt, Justin Theroux, Karanja Yorke, Kelly Marie Tran, Kevin Layne, Laura Dern, Liang Yang, Lupita Nyong'o, Mark Hamill, Mark Lewis Jones, Mike Quinn, Noah Segan, Oscar Isaac, Peter Mayhew, Tim Rose, Togo Igawa, Veronica Ngo, Warwick Davis, William Willoughby

  • Crítica

    12/12/2017 15h59

    Por Daniel Reininger

    O Despertar Da Força fez um ótimo trabalho em revitalizar Star Wars para as novas audiências, que tinham apenas os fracos prólogos como referência nos cinemas e se tornou, basicamente, uma franquia conhecida pelos mais jovens pelos games de Lego e desenhos animados. Não é à toa que a expectativa para o episódio VIII se tornou algo gigantesco.

    Essa ansiedade costuma ser um problema. Os fãs esperam ver certos aspectos e esperam sair ainda mais animados com a continuação do que aconteceu com o filme anterior. O próprio estúdio pretende alcançar certas marcas comerciais e conquistar de vez o público, isso gera uma pressão absurda. E essa pressão parece ter tido efeito em Os Últimos Jedi, principalmente nos quesitos tom e ritmo.

    O longa dividiu muitas opiniões já na sessão para jornalistas e fãs da qual participamos, alguns alegam ser o melhor filme depois de O Império Contra-ataca, outros um dos piores da saga. Para mim, é um bom filme, mas inferior a Despertar da Força e sem o mesmo impacto de Rogue One: Uma História Star Wars.

    A trama começa imediatamente após o episódio VII, com a Resistência na pressa para deixar sua base secreta, após o confronto com a Primeira Ordem, e com todas as suas esperanças depositadas em Rey encontrar e trazer Luke Skywalker de volta para lutar contra o mal na galáxia. As cenas iniciais deixam claro que a coisa está pior do que podíamos imaginar.

    O filme apresenta Rey numa situação muito parecida com Luke em Império Contra-Ataca, com algumas surpresas. A resistência está em uma posição muita parecida com Han e Leia, também no episódio V. Enquanto Finn e Rose possuem um arco totalmente novo e interessante.

    O diretor Rian Johnson acertou ao tentar surpreender o público brincando com expectativas e, muitas vezes, confundindo o público ao tomar caminhos inesperados. Isso faz bem para a franquia e para o universo. O roteiro é redondo e não possui falhas grotescas, o que ajuda na narrativa, e a fotografia e parte técnica são impecáveis. Entretanto, as duas horas e meia se mostram cansativas e não existe material que justifique a história se arrastar por tanto tempo.

    Com tom cada vez mais perto de um filme de super-heróis do que uma fantasia no espaço, Rian também trouxe algumas manias da Marvel para o universo criado por George Lucas, principalmente o humor. As piadinhas estão muito presentes, mas fora de tom, na maioria das vezes. A primeira vez que vemos Luke é exemplo claro disso e um dos momentos mais desapontadores do longa. E deveria ser um dos melhores, ainda mais depois da cena final de O Despertar da Força.

    Sim, Star Wars é uma franquia para crianças e adolescentes desde seu início. Sim, possui piadas e momentos descontraídos, mas sempre soube separar os momentos sombrios dos leves. Em Os Últimos Jedi não existe essa separação e momentos de tensão são quebrados por piadas fora de hora constantemente.

    Os personagens também ficam de lado para dar espaço para ação. O desenvolvimento dos heróis é praticamente nulo, o treinamento de Rey é decepcionante e sua interação com Luke merecia muito mais cuidado. Poe está mais interessado em ser um herói badass do que em ser útil para a Resistência, mas não tem o carisma de Han Solo, que mesmo sendo um babaca conquistava o público. Finn é o destaque, exatamente por interagir com novos personagens e ter BB-8 ao seu lado, embora até o robozinho tenha perdido espaço.

    Nesse ponto, é a interação de Kylo Ren e Rey que realmente merece elogios. Ren, por sinal, cresce ainda mais como personagem e até quem não gosta dele deve passar a ter algum respeito pelo filho de Han Solo.

    Talvez a melhor sacada do roteiro seja exatamente lidar com questões do passado que todos sabiam não fazer sentido. Finalmente alguém falou que o equilíbrio da Força não significa o lado da Luz ser mais forte. Kylo Ren é uma criança mimada com um capacete e isso é jogado na cara dele, entre outros pequenos momentos de fan service que geram pequenos prazeres ao longo do filme.

    E se o desenvolvimento dos personagens sofreu em prol das cenas de ação, pelo menos nesse ponto o longa não desaponta. É uma sequência mais incrível que a outra, com certos exageros, é verdade, mas impossível não se animar a cada absurdo que vemos na tela. O poder dos Jedi também parece cada vez maior no universo controlado pela Disney.

    Os Últimos Jedi é um bom filme, uma boa sequência. É o mais ousado dos filmes da franquia sob comando da Disney, mas também com mais falhas de tom, a ponto de ser possível esquecer que se trata de um Star Wars. Provavelmente o longa vai conversar melhor com os novos fãs da saga e deve desagradar os de longa data. O curioso é que o longa tem um tom definitivo demais para um segundo filme de uma trilogia, provavelmente devido à morte de Carrie Fisher, em dezembro do ano passado.

    Rian Johnson mexeu com o universo Star Wars, isso é inegável. Em alguns pontos, ele acertou em cheio, como ação e por não seguir caminhos óbvios. Em outros, perdeu a mão, como no humor. Entretanto, o cineasta de Looper - Assassinos Do Futuro pelo menos tentou algo novo e não seguiu o mesmo caminho seguro que J.J. Abrams trilhou em Despertar da Força, algo que ajudou o filme de 2015 ser memorável, porém previsível.



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