STREET FIGHTER - A ÚLTIMA BATALHA

STREET FIGHTER - A ÚLTIMA BATALHA

(Street Fighter)

1994 , 102 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven E. de Souza

    Equipe técnica

    Roteiro: Steven E. de Souza

    Produção: Edward R. Pressman, Kenzo Tsujimoto

    Fotografia: William A. Fraker

    Trilha Sonora: Graeme Revell, LL Cool J

    Elenco

    Damian Chapa, Jean-Claude Van Damme, Kylie Minogue, Ming-Na, Raul Julia, Roshan Seth, Simon Callow

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Em 1993, os dois principais oponentes de Street Fighter, responsáveis pelo subtítulo última batalha que o filme ganhou, estavam em posições muito diferentes. Jean-Claude Van Damme, péssimo ator, era uma máquina de fazer filmes e colhia os frutos de O Grande Dragão Branco (1988), que com o tempo ganhou status de "cult" - descabido, por sinal. Do outro lado, o bom ator Raul Julia, que padecia de um câncer que viria causar sua morte no ano seguinte, três meses antes do lançamento do filme nos Estados Unidos.

    O roteiro do filme explora esses opostos: o talento do belgo em dar pernadas elásticas e o do porto-riquenho em encarnar o tipo "malvado". Estrutura minimamente justa com a história do game: Guile, o oficial da aeronáutica norte-americana, e M. Bison, o malvado tailandês.

    Essa estrutura narrativa contribui para o bem e para o mal. O primeiro porque é minimamente fiel (quanto às técnicas de luta) com o que foi bolado pelos desenvolvedores da Capcom. Por outro lado, reflete uma concepção inocente da geopolítica mundial e um ponto de vista americano acerca dela.

    O filme se passa em 1995, em algum lugar no Sudeste da Ásia, dominado pela gangue Shadaloo. Bison (Raul Julia) é um ditador, que carrega a insanidade de Hitler encoberta pelas vestimentas de Pinochet. Guile, norte-americano, é o líder responsável a destruir o reinado bisônico.

    A história escrita e dirigida por Steven E. de Souza tem outras reduções da realidade. A ONU, que no filme se torna AN (sigla em inglês de Nações Aliadas), parece ter parado na concepção idealista e romântica de Kant do século 19: o órgão ideal para a mediação de conflito. A cereja do bolo é a confirmação cega da missão civilizadora dos Estados Unidos. Vai uma democracia aí? Só chamar os americanos.

    O lado bom: fãs saem minimamente satisfeitos como todos os 16 personagens do game Super Street Fighter II, à exceção de Fei Long, foram encaixados na história - mesmo que alguns tenham sido jogados para terceiro plano ou sofrido alterações drásticas. Ken e Ryu tornaram-se uns panacas traficantes de armas; Zangief (como não poderia ser em um filme com visão americana) é um cabeça vazia que não distingue bem e mal; Balrog, que era da Shadaloo, passou para o lado do bem; Blanka virou Charlie e não é mais brasileiro; Dhalsim perde seu ar meio Ghandi e vira cientista;

    Se precisássemos definir Street Fighter - A Última Batalha em uma frase, poderíamos dizer que não passa de curtição para que nós, os fãs do games, nos lembremos de como era bom pegar o Ryu, dar voadora e rasteira, emendar com hadouken, dar dois passos e sair o tatsumaki senpu kiako.

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