SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL

SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL

(Sucker Punch)

2011 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/03/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Zack Snyder

    Equipe técnica

    Roteiro: Steve Shibuya, Zack Snyder

    Produção: Deborah Snyder, Zack Snyder

    Fotografia: Larry Fong

    Trilha Sonora: Marius De Vries, Tyler Bates

    Estúdio: Cruel & Unusual Films, Legendary Pictures, Lennox House Films, Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Abbie Cornish, Alan C. Peterson, Allie Bertram, Annie Au, Antoine Baby Harry Calaway, Arassay Reyes, Brad Kelly, Cainan Wiebe, Caitlin Goguen, Carla Catherwood, Carla Gugino, Caroline Torti, Chantal Hunt, Chris Nowland, Christine Willes, Daniela Dib, Danielle Benton, Danny Bristol, Eli Snyder, Emily Browning, Frederique De Raucourt, G! Force, Gary A. Hecker, Geneen Georgiev, Gerard Plunkett, Gina Garenkooper, Hailley Caulfield, Ian Tracey, Jamie Chung, Jeff Dimitriou, Jena Malone, John Howard, John R. Taylor, Jon Hamm, Juliana Semenova, Kathryn Schellenberg, Kelora Clingwall, Lee Tomaschefski, Louise Hradsky, Maiko Miyauchi, Malcolm Scott, Michael Adamthwaite, Monique Ganderton, Nii Nortey Engmann, Oscar Isaac, Patrick Sabongui, Paula Giroday, Peter Bryant, Phillip Mitchell, Revard Dufresne, Richard Cetrone, Ron Selmour, Scott Glenn, Sean Campbell, Stephanie Sy, Thomas Fornataro, Tia Haraga, Vanessa Hudgens, Vicky Lambert

  • Crítica

    23/03/2011 18h17

    Há momentos em que as linguagens do cinema, dos quadrinhos, dos videogames e dos videoclipes se misturam e se confundem de forma praticamente indissolúvel. O diretor Zack Snyder é responsável por pelo menos dois destes momentos: seus filmes Watchmen, 300 e, agora, Sucker Punch – Mundo Surreal.

    Mergulhado num mar de imagens geradas digitalmente, Snyder conta a trágica história de Baby Doll (Emily Browning, de Desventuras em Série), uma garota que acidentalmente mata a própria irmã ao tentar defendê-la do padrasto estuprador, logo após a morte de sua mãe. Uau! Desgraça pouca é bobagem, O padrasto convence a polícia que a menina enlouqueceu, e a interna num hospício. É ali que Baby cria para si mesma uma espécie de realidade paralela que a ajudará a enfrentar as inúmeras atrocidades cometidas por Blue (Oscar Isaac), o corrupto diretor do estranho lugar. A cruel trama também é de autoria de Snyder.

    O uso excessivo de cenários virtuais e imagens digitais costuma dividir a plateia. De um modo geral, os mais jovens ficam fascinados com a profusão de cores, luzes, criaturas, monstros e movimentos inimagináveis de lutas intermináveis. Por outro lado, os menos jovens tendem a não embarcar no estilo. Sucker Punch não foge à regra: é grande a probabilidade do filme ser cultuado pelos geeks, nerds ou simplesmente “jovens em geral”, e ser repudiado por cinéfilos mais puristas ou simplesmente conservadores.

    Mesmo porque, não bastasse o universo paralelo que a protagonista cria em sua mente para fugir dos horrores do hospício, esta mesma realidade virtual ainda se desdobra numa outra dimensão dentro da própria história criada por Baby, algo como uma meta-meta linguagem. Nada que não dê para compreender para quem já viu A Origem, mas talvez uma viagem a mais que os menos permeáveis podem considerar excessiva.

    Aliás, “excessivo” é a palavra que dá o tom do filme. Tudo é grandioloquente, do sofrimento de Baby às batalhas de estética medieval. Sucker Punch enche os olhos e aguça os sentidos. Mas provoca uma overdose de sons e imagens que não encontrará, necessariamente, ecos de conteúdo ao final da projeção.

    E deixa a expectativa: Snyder seguirá este mesmo estilo na direção do próximo Superman, prometido para 2012?

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