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SULLY - O HERÓI DO RIO HUDSON

(Sully, 2016)

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29/11/2016 10h55
por Iara Vasconcelos

O trágico pouso do Airbus A320 no Rio Hudson, em Nova York, já parece história de filme. Ainda mais quando todos os passageiros e tripulantes saíram ilesos. Claro que Hollywood não ia perder a chance de levar esse evento para as telonas.

O veterano Clint Eastwood foi quem assumiu a bronca. Conhecido pelos filmes "brucutu", o diretor entrega um longa com tom investigativo e explora o drama pessoal do piloto Chesley "Sully" Sullenberger, que mesmo após o pouso bem-sucedido, teve sua conduta investigada por colocar a vida de todos em risco.

Sully (Tom Hanks) é um piloto de 57 anos que pretendia voar por pouco tempo antes de se aposentar. Entretanto, uma viagem de Nova Iorque para Charlotte, na Carolina do Norte, acaba tendo que fazer uma aterrissagem de risco depois que o avião é atingido por pássaros, deixando os dois motores sem potência.

O comandante é tido como um herói pela população, mas precisou provar nos tribunais que a sua decisão, apesar de arriscada, era a única possível no momento. Caso fosse comprovado que Sully poderia ter aterrissado no aeroporto mais próximo, sua carreira acabaria ali.

Desde o início, a narrativa se posiciona a favor do piloto. Ele é mostrado como um profissional exemplar e que se preocupou com a vida de cada um dos 155 passageiros a bordo, sendo o último a abandonar a aeronave.

Tom Hanks entrega uma interpretação consistente, mostrando Sully como um homem humilde e profundamente afetado pelo ocorrido. Isso fica ainda mais visível próximo ao clímax, quando ele faz um discurso sobre o fator humano ter influenciado todos os acontecimentos daquele dia.

A interpretação de Laura Linney como Lorraine Sullenberger, esposa do protagonista, também merece ser mencionada. Mesmo com um papel de pouco destaque, afinal interage com o marido apenas por telefone, ela consegue mostrar peso dramático, dando uma importância à sua personagem que provavelmente não era intencional no roteiro.

Clint Eastwood optou por não se aprofundar nas histórias dos passageiros do avião e se concentrar no julgamento do piloto, um acerto que fez com que o filme ficasse mais objetivo e menos maçante, principalmente pelo uso de termos técnicos desconhecidos da maioria do público.

Sully não é um filme patriótico, ao contrário de Sniper Americano, mas não deixa de explorar a figura do herói estadunidense. O "Milagre do Hudson", como foi chamado o caso, serve de exemplo sobre a rapidez com que a mídia sensacionalista consegue criar "santos" e destruí-los.

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Iara Vasconcelos

Redatora

Aquela que fica pelo filme e pela pipoca.

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