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SUPERPAI

(Superpai)

2014 ,

Gênero: Comédia

Estréia: 26/02/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pedro Amorim

    Equipe técnica

    Roteiro: Pedro Amorim

    Produção: David Gerson, Guilherme Keller, João Queiroz Filho, Justíne Otondo

    Estúdio: Querosene Filmes

    Montador: Danilo Lemos

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Antonio Pedro Tabet, Dani Calabresa, Danilo Gentili, Danton Mello, Diogo Portugal, Erik Min Soo Chung, Fernando Muylaert, Gustavo Novaes, Juliana Didone, Justíne Otondo, Luana Tanaka, Lucélia Maquiavelli, Lukas Brombini, Lulu Pavarin, Martha Nowill, Maurício de Barros, Monica Iozzi, Nick Farewell, Nicole Bahls, Otavio Fantinato, Paulinho Serra, Rafinha Bastos, Ricardo Oshiro, Thogun

  • Crítica

    26/02/2015 10h26

    Quando se vê um filme com o nome de Superpai, no primeiro momento imagina-se que ele vai falar sobre um pai dedicado, atencioso e responsável. No entanto, a nova comédia brasileira, dirigida por Pedro Amorim e estrelada por Danton Mello (Vai Que Dá Certo), traz o oposto disso, ou seja, uma história que, nem de longe, mostra uma família unida.

    E esse "choque" é bom, pois derruba estereótipos e deixa de lado os rótulos tradicionais que vemos nas comédias nacionais. Pena que esse trunfo é mal aproveitado, já que o que se vê na tela é um exagero de piadas agressivas e situações tão forçadas que chegam a ser constrangedoras.

    Com a participação de diversos humoristas, como Antonio Tabet (Porta dos Fundos), Dani Calabresa (Cilada.com), Rafinha Bastos (Copa De Elite) e Danilo Gentili (Mato Sem Cachorro), a história se perde, não porque as piadas são desbocadas, mas pelo o excesso delas. Em quase todos os diálogos, é possível perceber a preocupação dos atores em dizer algo engraçado. Isso pode parecer bom, pois mantém o tom humorístico da trama e mostra a desenvoltura do personagem, porém, compromete a atuação, principalmente por soar muito forçado e desnecessário.

    Além disso, o filme demonstra que tem medo de assumir totalmente sua proposta de ser politicamente incorreto. Ao longo da trama, o que se vê é um forte desejo de construir um amadurecimento e uma nova personalidade para o protagonista. Isso faz com que a história não traga nada de criativo, além de expor a falta de ambição do roteiro.

    E fora que as cenas em que Diogo (Mello), César (Tabet), Julia (Calabresa) e Nando (Thogun Teixeira) aparecem juntos, há uma preocupação excessiva do diretor em usar a mesma fórmula de Se Beber, Não Case!. Apesar das diferenças, no fundo temos aqui a mesma premissa da saga de Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha): um grupo de amigos totalmente perdidos que não sabem lidar com uma situação constrangedora.

    Na história, Diogo é marido de Mariana (Monica Iozzi) e pai do pequeno Luca. Pouco atencioso com a família, sua preocupação maior é sair da rotina e, principalmente, resgatar a juventude e a fama de popular que tinha na escola. Para isso, ele deixa o filho em uma creche noturna para reencontrar sua antiga turma, na comemoração dos 20 anos de formatura.

    Ao chegar na festa, Diogo reencontra sua antiga paixão, Patrícia Ellen (Juliana Didone), com quem finalmente tenta resolver alguns assuntos pendentes. Precisando buscar o filho, ele combina com a moça de se encontrar mais tarde. No entanto, quando está voltando para a celebração, o rapaz descobre que pegou o garoto errado, um menino coreano que não fala português. A partir daí, ele pede a ajuda dos melhores amigos para recuperar seu filho verdadeiro e se livrar dessa enrascada.

    Mesmo com a tentativa válida de buscar sair da curva, Superpai não consegue ser totalmente honesto com sua proposta. Ele pode até agradar quem curte um humor mais pesado, como vemos em Ted e em South Park, mas a verdade é que sua falta de ousadia decepciona e a sensação de que o projeto poderia ser melhor aproveitado prevalece. O longa funcionaria melhor se abraçasse mais a picaretagem e a irresponsabilidade de Diogo. Isso, pelo menos, iria deixar o filme bem mais divertido.

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