SYRIANA - A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

SYRIANA - A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

(Syriana)

2005 ,

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Gaghan

    Equipe técnica

    Roteiro: Stephen Gaghan

    Produção: Georgia Kacandes, Jennifer Fox, Michael Nozik

    Fotografia: Robert Elswit

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: 4M, FilmWorks, Participant Productions, Section Eight, Warner Bros

    Elenco

    Ahmed Aa Mohammed, Ahmed Ayoub, Akbar Kurtha, Alexander Siddig, Ali Al Amine, Amanda Peet, Amr Waked, Atta Mohammed Saleh, Aziz Zacca, Badria Timimi, Bashar Atiyat, Bikram Singh Bhamra, Bob Fajkowski, Chris Cooper, Christopher Plummer, Daisy Tormé, David Clennon, David J. Manners, Donna Mitchell, Driss Roukhe, El Mahjoub Raji, Fritz Michel, George Clooney, James Plannette, Jamey Sheridan, Jamil Jabbar, Jayne Atkinson, Jeff Baker, Jeffrey Wright, Jocelyn Quivrin, Jon Lee Anderson, Katherine Hoskins Mackey, Katie Foster, Kayvan Novak, Linda E. Williams, Mark Strong, Matt Damon, Max Minghella, Mazhar Munir, Michael Allinson, Michael Stone Forrest, Mitesh Soni, Mohamed Majd, Mohammed Asad Khan, Nabeel Noman, Nadim Sawalha, Nicholas Art, Nicky Henson, Omar Mostafa, Othman Bin Hendi, Ozzie Yue, Peter Gerety, Randall Boffman, Richard Lintern, Robert Baer, Robert Foxworth, Roger Yuan, Ryan Murphy, Saïd Amadis, Shahid Ahmed, Sonnell Dadral, Steven Hinkle, Susan Allenback, Susan Duvall, Tarik Tamzali, Thomas McCarthy, Tim Blake Nelson, Tony French, Will McCormack, William Charles Mitchell, William Hurt, William L. Thomas

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Difícil evitar comparações entre Syriana - A Indústria do Petróleo e Traffic (2000). Para começar, Stephen Gaghan é o nome que assina o roteiro de ambos E mais: é o diretor de Syriana - A Indústria do Petróleo. Além disso, ambos os longas-metragens são produzidos por Steven Soderbergh. O resultado é que, assim como Traffic, Syriana - A Indústria do Petróleo mostra algumas histórias paralelas, de cunho político, que mostram o impacto da indústria do petróleo em diversos níveis sociais, no mundo todo.

    Falar sobre a trama de Syriana - A Indústria do Petróleo é um tanto quanto difícil. As histórias são entrelaçadas de uma forma complicada, porém extremamente inteligente e bem-resolvidas pelo roteiro, indicado ao Oscar. Alguns personagens são chave para se entender a trama e os níveis que ela atinge: Bob Barnes (George Clooney, ganhador do Globo de Ouro e do Oscar de Ator Coadjuvante) é um agente da CIA que persegue terroristas no Oriente Médio; Bennett Holiday (Jeffrey Wright) é um executivo que investiga a fusão entre duas das maiores companhias petroleiras do mundo, Connex e Killen; Bryan Woodman (Matt Damon) é analista de energia que se torna conselheiro financeiro do Príncipe Nasir Al-Subaai (Alexander Siddig). Subaai, de inclinações reformistas, é o próximo a assumir o trono em um país extrator de petróleo no Golfo, mas quem acaba assumindo o governo é seu irmão mais novo, Meshal Al-Subaai (Akbar Kurtha), em manobra estrategista relacionada ao governo norte-americano. Também temos Wasim (Mazhar Munir), um jovem trabalhador paquistanês que perde seu emprego em uma extratora de petróleo após a entrada de chineses na sociedade da empresa e acaba se envolvendo com o terrorismo.

    Com atuações contidas, Syriana - A Indústria do Petróleo reúne um elenco forte o suficiente para segurar a história deste thriller político pesado, complexo, extremamente atual e pertinente. É um daqueles filmes que te prendem não pelos recursos visuais, mas intelectualmente: o espectador não quer piscar os olhos para perder um lance dessa trama complexa. Mas não espere por um clímax: o que reúne as histórias não é um acontecimento, mas a própria indústria do petróleo.

    Syriana - A Indústria do Petróleo funciona como um ousado alerta não somente em relação à indústria petroleira, mas também quanto ao dinheiro e o poder. Em um mundo cada vez mais conectado, poder e dinheiro movimentam golpes de estado, produzem novos miseráveis a cada dia em todo o mundo e são capazes de definir quem domina e quem é dominado.

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