TÁ TODO MUNDO LOUCO

TÁ TODO MUNDO LOUCO

(Rat Race)

2001 , 112 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jerry Zucker

    Equipe técnica

    Roteiro: Andy Breckman

    Produção: Janet Zucker, Jerry Zucker, Sean Daniel

    Fotografia: Thomas E. Ackerman

    Trilha Sonora: John Powell

    Elenco

    Cuba Gooding Jr., Dean Cain, John Cleese, Jon Lovitz, Kathy Bates, Lanai Chapman, Rowan Atkinson, Seth Green, Wayne Knight, Whoopi Goldberg

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Nos anos 80, os irmãos Jerry e David Zucker, juntos com Jim Abrahams, formaram o trio ZAZ (com as iniciais de seus sobrenomes) e se tornaram responsáveis por um novo estilo de humor non-sense no cinema. São deles preciosidades hilariantes como Apertem os Cintos o Piloto Sumiu, Top Secret e Corra Que a Polícia Vem Aí. Mais tarde, eles se separaram e nunca mais foram tão engraçados. Jerry Zucker chegou até a enveredar pelo drama e realizou o megassucesso Ghost – Do Outro Lado da Vida. Após 15 anos sem dirigir filmes de humor (o último foi Por Favor Matem Minha Mulher, de 1986) Jerry retornou aos cinemas com Tá Todo Mundo Louco, comédia que reúne um grande elenco e um generoso orçamento de quase US$ 50 milhões.

    Tudo começa com uma aposta. O milionário Donald Sinclair (John Cleese, do extinto grupo Monty Python) reúne aleatoriamente em seu cassino um grupo formado pelas mais diferentes pessoas. Entre elas, dois irmãos trambiqueiros, uma mulher que busca reconciliação com a filha, um odiado juiz, um pai de família, um turista italiano, um advogado. Donald distribui entre o grupo seis chaves de uma única porta. Quem abri-la primeiro encontrará uma mala contendo US$ 2 milhões em dinheiro. Basta pegá-la e se tornar milionário. O único problema é que esta porta está situada a quase mil quilômetros de distância do local da aposta. E assim começa a correria.

    Tá Todo Mundo Louco retoma a antiga e divertida linha das comédias amalucadas dos anos 60, no melhor estilo Deu a Louca no Mundo ou A Corrida do Século. A idéia básica é a mesma: fazer com que pessoas diferentes, individualmente ou em grupos, saiam tresloucadamente em busca de uma grande recompensa. Para conseguir o objetivo, vale tudo. Pelo caminho, o possível e o impossível acontecem. O filme alterna momentos hilariantes com outros nem tanto. Há cenas memoráveis, como a presença de “Hitler” numa convenção de veteranos de guerra, e outros mais previsíveis que não causam tanto riso. Mas, na média, Tá Todo Mundo Louco tem uma grande vantagem: ele não segue a linha escatológica que marca o atual momento das comédias norte-americanas. Pode não ser um mar de sutilezas, mas também não apela para o humor grosseiro.

    Jerry Zucker mantém seu estilo de trabalhar situações cômicas tanto no primeiro como no segundo plano da ação. É preciso sempre redobrar a dose de atenção, já que coisas divertidas acontecem tanto na frente como ao fundo da cena, às vezes, em pequenos detalhes. O filme demora um pouco para pegar ritmo, mas depois que o faz torna-se uma grande diversão. Não tão genial quanto os trabalhos anteriores do diretor, mas acima da média, se levarmos em conta o humor que prevalece nas telas desde Débi & Lóide.

    3 de janeiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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