TÃO FORTE E TÃO PERTO

TÃO FORTE E TÃO PERTO

(Extremely Loud and Incredibly Close)

2011 , 129 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 24/02/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Daldry

    Equipe técnica

    Roteiro: Eric Roth

    Produção: Scott Rudin

    Fotografia: Chris Menges

    Trilha Sonora: Nico Muhly

    Estúdio: Paramount Pictures, Scott Rudin Productions, Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adrian Martinez, Chloe Elaine Scharf, Gina Varvaro, Griffin Newman, James Gandolfini, Jeffrey Wright, John Goodman, Joseph McKenna, Max von Sydow, Sandra Bullock, Summer Valentine, Thomas Horn, Tom Hanks, Zoe Caldwell

  • Crítica

    23/02/2012 17h00

    Tão Forte Tão Perto é um filme sobre os fatídicos acontecimentos de 11 de setembro. Talvez o mais bem-sucedido até agora, pelo menos se levarmos em conta a indicação (surpreendente, diga-se) ao Oscar de Melhor Filme. De resto, assim como os outros filmes feitos sobre a tragédia, foi mal nas bilheterias e recebido de forma negativa pela crítica norte-americana.

    Conta a história de Oskar, um garoto cheio de fobias e muito próximo do pai, Thomas (Tom Hanks). Este estava por acidente nas torres gêmeas e morre durante o ataque, o que faz o mundo de Oskar desaba. Traumatizado e sem saber lidar com a situação, recusa-se a ouvir a última mensagem que o pai deixou na secretaria eletrônica e a esconde da mãe (Sandra Bullock). Um pouco de alento vem quando encontra uma chave misteriosa que acredita poder conter algum segredo que o pai lhe deixou.

    Oskar, então, começa uma busca incessante pelo que pode esconder por trás da tal chave. Sua única pista é o sobrenome de uma pessoa, o que o leva a uma peregrinação por diferentes pontos de Nova York. Uma das pessoas que encontra é Abby Black (Viola Davis, de Histórias Cruzadas), que está se separando do marido (Jeffrey Wright) e terá papel fundamental no resultado da busca feita pelo menino.

    Inspirado no best-seller homônimo de Jonathan Safran Foer, o filme, que tem direção de Stephen Daldry (Billy Eliot), foi alvo de duras críticas por usar um acontecimento ainda mal digerido pelos americanos de forma considerada manipuladora, buscando deliberadamente o choro e a comoção. Isto, na verdade, não chega a ser um problema de fato. O filme mostra a tristeza do garoto, levando-nos a se colocar em seu lugar e partilhar de seu sofrimento. Sim, há algum exagero, mas as reações humanas diante da dor não são, por vezes, intensas e inesperadas? Por outro lado, o roteiro de Eric Roth o transforma num moleque chato e mimado por vezes, como seria uma criança real.

    Tão Forte Tão Perto tampouco minimiza a tragédia do 11 de Setembro. Pelo contrário, mostra em detalhes o impacto que um fato como aquele pode ter na vida de uma família – e, em especial, no cotidiano de um menino como Oskar, que sofre da Síndrome de Asperger.Talvez o que tenta incomodado parte da audiência americana tenha sido o fato do longa tratar o assunto com certo distanciamento, mostrando que outras tantas tragédias pessoais antecederam o atentado e continuam acontecendo em diferentes pontos de Nova York e do mundo.

    O maior problema do filme, a meu ver, está nos excessos das narrativas em off redundantes. Não são poucas as vezes nas quais o pensamento do garoto repete a ação já vista na tela. Choroso, ocasionalmente engraçado, às vezes doce, Tão Forte Tão Perto peca por este e outros excessos, como a perspectiva totalmente desnecessária de corpos caindo das torres gêmeas. Um filme menor na filmografia de Stephen Daldry, cujo ponto forte é a interpretação de Max Von Sydow vivendo o misterioso inquilino da avó de Oskar. Uma atuação inspirada e de grande força dramática que realmente merecia a indicação ao Oscar, ao contrário do filme.


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