TEMPO DA INOCÊNCIA

TEMPO DA INOCÊNCIA

(My Life So Far)

1999 , 95 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hugh Hudson

    Equipe técnica

    Roteiro: Simon Donald

    Produção: David Puttnam, Steve Norris

    Fotografia: Bernard Lutic

    Trilha Sonora: Howard Blake

    Estúdio: Enigma Productions, Hudson Film, The Scottish Arts Council

    Elenco

    Colin Firth, Irène Jacob, Malcolm McDowell, Mary Elizabeth Mastrantonio, Robert Norman, Rosemary Harris

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Por mais que os extra-terrestres invadam a Terra. Por mais que meteoros ensandecidos destruam o nosso planeta. E por mais que super heróis anabolizados por efeitos especiais encham os nossos olhos e ouvidos com aventuras maravilhosas... não tem jeito: nada supera uma boa história humana contada com sensibilidade.
    Para quem curte um cinema sem tiros, sem polícia e sem perseguições de automóveis, Tempo de Inocência é uma boa opção.

    Co-produzido entre Inglaterra, Escócia e Estados Unidos, Tempo de Inocência é tipicamente britânico, tanto em sua forma como em seu conteúdo. O filme narra a história real da infância de Fraser Pettigrew (boa estréia do garoto Robert Norman), que mais tarde se tornaria um influente executivo do setor de comunicações. Mas é apenas a infância do personagem que interessa ao filme. Vivendo numa luxuosíssima mansão na Escócia, o menino se diverte com as invenções malucas do pai (Colin Firth, de O Paciente Inglês e Shakespeare Apaixonado), se encanta com as aparições esporádicas do aviador francês Gabriel (Tchéky Karyo, de O Patriota) e se apaixona pela beleza da tia Heloise (Irene Jacob, de A Fraternidade é Vermelha). A única pessoa capaz de adicionar conflito a este panorama tão bucólico é o tio Morris (Malcolm McDowell, de Laranja Mecânica), que se tornou milionário e amargo no transcorrer da vida.

    Tudo se desenvolve sob a direção competente de Hugh Hudson (do premiado Carruagens de Fogo, que estava há quatro anos sem filmar), ao som da envolvente trilha de Howard Blake (o mesmo de Os Duelistas) e com a moldura de uma caprichosa e romântica reconstituição dos anos 20.

    Somando tudo, Tempo de Inocência proporciona uma deliciosa e relaxante viagem de pouco mais de hora e meia através de puras e simples emoções familiares. Um verdadeiro oásis de paz cinematográfica em meio a um mercado onde - ultimamente - o Dolby Stereo tem mais importância que o roteiro.

    15 de agosto de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, e do Canal 21.

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