Poster do filme TEMPO DE RECOMEÇAR

TEMPO DE RECOMEÇAR

(Life as a House)

2001 , 145 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Irwin Winkler

    Equipe técnica

    Roteiro: Mark Andrus

    Produção: Irwin Winkler, Rob Cowan

    Fotografia: Vilmos Zsigmond

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Winkler Films

    Montador: Julie Monroe

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Anne Betancourt, Art Chudabala, Barry Primus, Brandon Kessel, Claire Yarlett, Gwen McGee, Hayden Christensen, Hillary Tuck, Ian Somerhalder, Jeff LeBeau, Jena Malone, Jon Foster, Kevin Kline, Kristin Scott Thomas, Margo Winkler, Mary Steenburgen, Mike Weinberg, Sam Robards, Scotty Leavenworth, Tannis Benedict

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Poucos atores transitam tão bem entre a comédia e o drama como o ótimo Kevin Kline (de Um Peixe Chamado Wanda, A Escolha de Sofia, Será Que Ele É?). É ele exatamente a maior qualidade do filme Tempo de Recomeçar, uma dramática história agridoce sobre um tema que sempre provoca lágrimas: o relacionamento entre pais e filhos.

    Kline interpreta George Monroe, um arquiteto de meia-idade, decadente, divorciado, afastado emocionalmente de seu filho Sam (Hayden Christensen, o Anakin Skywalker do Episódio 2 de Star Wars), que chega ao fundo do poço ao ser despedido do emprego. Numa tentativa desesperada de retomar o curso de sua vida, George se entrega de corpo e alma a duas tarefas eternamente adiadas de sua agenda pessoal: construir sua tão sonhada casa e retomar o contato com o filho rebelde. Duas tarefas que vão lhe exigir o máximo de esforço e dedicação, mas que poderão transformar completamente a sua vida. Ou do que resta dela.

    O simbolismo é mais do que claro: a construção da obra traça um paralelo com a reconstrução da vida. Ao derrubar um velho barraco para erguer no mesmo terreno uma bela e sonhada casa, George está na realidade tentando se livrar de todos os conceitos errados que fizeram seus relacionamentos humanos desabarem durante o tempo. O tema da segunda chance – ainda que tardia – é sempre empolgante. E a continuidade dos ensinamentos representada pela transição pai/filho jamais deixa de ser emocionante. Neste sentido, Tempo de Recomeçar fatalmente faz a platéia chorar. Sem emoções baratas, graças principalmente à dignidade da interpretação de Kline, um gigante na tela. Ele até fez um curso com pedreiros e marceneiros para melhor desempenhar seu papel.

    Com uma bela fotografia do húngaro Vilmos Zsigmond (o mesmo de Contatos Imediatos de Terceiro Grau) e direção de Irwin Winkler (de A Rede e À Primeira Vista), Tempo de Recomeçar é uma boa opção para o fim de semana... mas não deixe de levar lenços.

    6 de setembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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