TEMPO DE VALENTES

TEMPO DE VALENTES

(Tiempo de valientes)

2005 , 112 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Damián Szifron

    Equipe técnica

    Roteiro: Agustín Rolandelli, Damián Szifron, Nicolás Smudt

    Produção: Hugo Sigman, Kramer Sigman, Óscar Kramer

    Fotografia: Lucio Bonelli

    Estúdio: OK Films

    Elenco

    Diego Peretti, Dulio Orso, Luis Luque, Marcelo Sein

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Existe uma piadinha bem brasileira que diz que o argentino é "um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês". Preconceitos à parte, o filme argentino Tempo de Valentes também pensa que é inglês. Ele tenta seguir a linha de produções britânicas tipo Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (no qual o humor negro, a ação e a violência estilizada são divertidos e criativos), mas se perde totalmente pelo caminho.

    Seu ponto de partida é um dos maiores clichês do cinema americano: o dos policiais que, a princípio, são totalmente diferentes entre si, mas aprendem a conviver e se tornam amigões. Em Tempo de Valentes, a improvável dupla é formada pelo detetive Díaz (Luis Luque) e pelo psicólogo Silverstein (Diego Peretti). Díaz está deprimido porque descobriu que sua mulher o traía e seu chefe acha uma boa idéia que ele faça sua ronda policial sempre acompanhado por um terapeuta. Premissa difícil de engolir. Os dois se envolvem na investigação de um homicídio que traz à tona - outro clichê - casos de corrupção nos altos escalões da própria polícia.

    O problema do filme não é exatamente a utilização de todos estes lugares-comuns. Pode-se até supor que a intenção do roteiro seja exatamente parodiar os policiais americanos convencionais. Tempo de Valentes não agrada por outros motivos, entre eles, sua total falta de ritmo de comédia, com cenas esticadas e desinteressantes que o fazem parecer mais longo do que realmente é. Outro grande problema está na direção propriamente dita, já que o filme se situa num perigoso meio termo insatisfatório entre o humor e a violência. Há momentos fortes e chocantes que caberiam melhor num Tarantino e que não casam com sua premissa básica, que seria a de fazer rir. Existem, sim, alguns diálogos inteligentes e a interpretação de Diego Peretti é realmente hilariante, principalmente quando destila a típica indignação mal humorada tão marcante dos argentinos. Mas nada disso segura o interesse por Tempo de Valentes, um projeto que talvez coubesse melhor no formato de seriado de TV.

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