TERRA DE SONHOS

TERRA DE SONHOS

(In America)

2002 , 107 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jim Sheridan

    Equipe técnica

    Roteiro: Jim Sheridan, Kirsten Sheridan, Naomi Sheridan

    Produção: Arthur Lappin, Jim Sheridan

    Fotografia: Declan Quinn

    Trilha Sonora: Coldplay, Gavin Friday, Maurice Seezer

    Elenco

    Emma Bolger, Neal Jones, Paddy Considine, Samantha Morton, Sarah Bolger

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Prepare sua caixa de lenços de papel. O belíssimo (e tristíssimo) Terra dos Sonhos acaba de estrear. A história mostra uma família irlandesa que emigra ilegalmente para os Estados Unidos, para tentar nova vida em Nova York. Tudo novo no Novo Mundo? Não. Na verdade, a tal "terra dos sonhos" não consegue - num primeiro momento - encobrir os pesadelos do passado. A família tem dolorosas chagas a serem cicatrizadas, tristezas imensas a serem cauterizadas. Ela pode mudar sua geografia, mas não a sua história. O cenário de pobreza e desolação que os irlandeses encontram na "big apple" também não ajuda em nada na tão sonhada reconstrução familiar. Pessoas e edifícios em decomposição formam o pano de fundo. Porém, atrás da porta mais fechada, debaixo do lixo mais sujo, algum fiozinho de esperança pode estar timidamente escondido.

    O roteirista e diretor Jim Sheridan (o mesmo de Em Nome do Pai e Meu Pé Esquerdo) escreveu e dirigiu Terra dos Sonhos a partir de suas próprias experiências pessoais de imigrante. Mas não é exatamente autobiográfico. Na vida real Jim perdeu um irmão chamado Frankie, que no filme é retratado como o filho do personagem principal, o paizão Johnny. O roteiro é um verdadeiro tour de force familiar que Jim assina ao lado das filhas Naomi e Kirsten, esta última também cineasta. No filme, elas ganham os nomes de Christy e Ariel, vividas respectivamente por Sarah e Emma Bolger, também irmãs na vida real. Porém, graus de parentesco à parte, a verdade é que Terra dos Sonhos é um filme extremamente tocante, mesmo para quem não se ligar em seus detalhes biográficos. Acima de tudo, é um drama dirigido com intensa dignidade, que jamais resvala no piegas, nunca usa o sentimentalismo fácil e mostra mais uma vez a habilidade de Sheridan como diretor e roteirista.

    O filme recebeu três indicações ao Oscar: Ator Coadjuvante para Djimon Hounsou (no papel de Mateo, o enigmático vizinho pintor) Atriz Coadjuvante para Samantha Morton (como Sarah, a mãe) e Melhor Roteiro Original.

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