TERROR EM SILENT HILL

TERROR EM SILENT HILL

(Silent Hill)

2006 , 123 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia: 18/08/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Christophe Gans

    Equipe técnica

    Roteiro: Christophe Gans, Nicolas Boukhrief, Roger Avary, Roger Roberts

    Produção: Don Carmody, Samuel Hadida

    Fotografia: Dan Laustsen

    Trilha Sonora: Akira Yamaoka

    Estúdio: TriStar Pictures

    Elenco

    Deborah Kara Unger, Jodelle Ferland, Laurie Holden, Radha Mitchell, Sean Bean

  • Crítica

    18/08/2006 00h00

    Os espectadores que se interessariam em assistir a Terror em Silent Hill podem ser divididos em dois grupos distintos: quem já jogou e quem não teve acesso ao jogo de videogame Silent Hill, que deu origem a este longa-metragem. Eu faço parte do segundo grupo. Sei que vários elementos deste filme, como personagens e ambientes, são fiéis em relação ao game, mas devo confessar que sou incapaz de me aprofundar nessa comparação porque não conheço a obra que originou o filme. No entanto, toda produção deve conseguir dialogar independentemente da qual é originária. E, quanto a isso, posso dizer que Terror em Silent Hill até que funciona bem como filme de terror, impressionando principalmente no sentido visual.

    A história gira em torno de Rose Da Silva (Radha Mitchell). Casada com Christopher (Sean Bean), cria uma filha com ele, Sharon (Jodelle Ferland). No entanto, a menina tem problemas de sonambulismo e, em seus ataques, sempre fala que quer voltar para casa, em Silent Hill. O problema é que seus pais não conhecem essa cidade. É quando descobrimos que Sharon é adotada e, provavelmente, nasceu nessa cidade. Para desvendar o mistério, Rose e sua filha vão ao local. O problema é que ele está inabitado há um bom tempo por causa de uma série de incêndios subterrâneos, que seguem acontecendo por alguns anos. E, após um acidente, Sharon some. Sob uma chuva de cinzas, Rose explora Silent Hill em busca da filha, sendo vigiada pela policial Cybil (Laurie Holden), que a persegue ao perceber que algo está errado.

    Na cidade fantasma, elas começam a perceber que há coisas mais sinistras do que incêndios subterrâneos. Criaturas rastejantes que se desfazem em cinzas, uma mendiga assustadora que só fala em sua filha perdida, enfermeiras sem rosto, um monstro que tem uma máscara de metal em forma de pirâmide e fanáticos religiosos são algumas das figuras que Rose e Cybil encaram para encontrar a menina e sair de lá.

    A estrutura do roteiro é bem parecida com a de um videogame e esse é o problema de Terror em Silent Hill. Por mais que se trate da adaptação de um game, a narrativa fica presa demais a esse formato. É possível até identificar as "dicas" que as levam para mais perto de Sharon, enquanto a dupla passa por "fases" na cidade de Silent Hill. Rose, inclusive, é tão destemida como qualquer personagem virtual de um jogo. Às vezes, de forma um tanto quanto burra, o que irrita. Para não dizer que o roteiro é um equívoco, é justo dizer que o final é compensador e inteligente. Por não ser hermético, dá vazão para continuações - o próprio game, hoje, encontra-se em seu quarto episódio.

    Também vale destacar a direção bastante segura do francês Christophe Gans (O Pacto dos Lobos). É evidente que ele sabe o que está fazendo. Sua câmera é fluída, passeia naturalmente pelos mesmos ambientes da protagonista e mostra ao espectador o terror de forma inusitada em soluções visuais bastante felizes. A direção de arte é incrivelmente assustadora e os efeitos visuais são excelentes. Por ter imagens tão aflitivas de uma forma que beira o belo, num contexto gótico, Terror em Silent Hill merece ser visto pelos que apreciam uma produção de terror. Não é genial, mas pode apostar que é melhor do que muita coisa que vemos.

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