Pôster - The Cloverfield Paradox

THE CLOVERFIELD PARADOX

(The Cloverfield Paradox)

2018 , 102 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 05/02/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julius Onah

    Equipe técnica

    Roteiro: Oren Uziel

    Produção: J.J. Abrams, Lindsey Weber

    Fotografia: Dan Mindel

    Trilha Sonora: Bear McCreary

    Estúdio: Bad Robot, Paramount Pictures

    Montador: Alan Baumgarten, Matt Evans, Rebecca Valente

    Distribuidora: netflix

    Elenco

    Aksel Hennie, Celeste Clark, Chris O'Dowd, Clover Nee, Daniel Brühl, David Oyelowo, Donal Logue, Elizabeth Debicki, Greg Grunberg, Gugu Mbatha-Raw, John Ortiz, Jordan Rivera, Ken Olin, Michael Stokes III, Nathan Oliver, Roger Davies, Simon Pegg, Suzanne Cryer, Ziyi Zhang

  • Crítica

    23/02/2018 16h15

    Por Daniel Reininger

    A franquia Cloverfield foi construída em cima do mistério e da luta pela sobrevivência. O interessante é que o filme original e sua sequência são de gêneros distintos e o mesmo acontece com o terceiro. Só que ao contrário dos outros dois filmes, Paradox perde a mão e coloca em risco a construção de um dos universos potencialmente mais interessante da atualidade.

    The Cloverfield Paradox chegou de forma surpreendente à Netflix com a intenção de abordar outro gênero, a ficção científica de horror. O problema é que a produção nunca atinge a qualidade dos antecessores em um esforço para explicar os acontecimentos dos outros filmes, mas incapaz tanto de oferecer respostas quanto funcionar de forma independente.

    Nesse filme, ambientado antes do primeiro, o mundo precisa de energia e um grupo de cientistas internacionais são enviados para o espaço a bordo da estação Cloverfield a fim de conseguir energia com um acelerador de partículas e, assim, fornecer energia ilimitada à Terra. Quase dois anos se passam até eles serem capazes de atingir seus objetivos, mas uma sobrecarga envia tudo para o inferno. Ou quase.

    A partir daí, a tripulação tenta voltar para casa, mas com diversos universos colidindo, o caos reina. Infelizmente, há pouca surpresa a bordo da nave e a tripulação age exatamente como esperamos. A falta de surpresas acontece exatamente porque o longa usa os clichês do gênero, como Alien - O Oitavo Passageiro. Aí tudo fica muito óbvio.

    Eu particularmente ainda fiquei mais decepcionado porque gostaria de ver algo no nível de O Enigma do Horizonte, sem cair nos mesmos clichês. Mas faltou coragem aos produtores para ir tão longe.

    Há, ainda assim, algumas boas ideias. Um incômodo no olho de um dos personagens ou a aparição de uma pessoa dentro da parede da estação são efeitos colaterais desagradáveis da mistura das dimensões. É bizarro, mas não bizarro o suficiente. E ainda tem a cena do braço...que é só engraçada. Nem preciso lembrar que comédia não é algo bom num filme de terror espacial, certo?

    Outra variação em relação aos outros filmes é a mudança de perspectiva. Paradox ocasionalmente volta à Terra e mostra o ataque do longa original a partir de um novo ponto de vista. Essas cenas mais distraem mais do que ajudam a história. Elas estão lá para fazer os fãs terem certeza que se trata do mesmo universo, mas não para contar uma história convincente. O longa está repleto de fan service, como o cientista que fala que o experimento da estação pode trazer monstros à Terra. Chega a ser bobo.

    Mesmo que o enredo não ajude, o elenco de grandes atores, como Gugu Mbatha-Raw, Daniel Bruhl, David Oyelowo, poderia salvar o longa, mas não! A única personagem aprofundada é Ava Hamilton, vivida por Mbatha-Raw. Conhecemos seu passado trágico e suas motivações passam a ser compreensíveis. O desenvolvimento emocional de Ava é um contraste gigante perto do resto da equipe, composta por personagens rasos que agem apenas em serviço da trama.

    The Cloverfield Paradox tem algumas ideias muito boas ao mostrar o colapso de um multiverso, mas falta decidir se quer ser um horror espacial independente ou um prólogo para os outros dois longas. Ainda tenho esperança para o universo de Cloverfield, mas a minha fé está abalada, talvez além da salvação. Vai depender do que vier em seguida.

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