Pôster de A Família

A FAMÍLIA

(The Family)

2013 , 111 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 20/09/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Luc Besson

    Equipe técnica

    Roteiro: Luc Besson, Michael Caleo

    Produção: Luc Besson, Virginie Silla

    Fotografia: Thierry Arbogast

    Trilha Sonora: Evgueni Galperine, Sacha Galperine

    Estúdio: Europa Corp, Relativity Media

    Montador: Julien Rey

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Anthony Mangano, David Belle, Dianna Agron, Domenick Lombardozzi, Dominic Chianese, Gino Cafarelli, Greg Antonacci, Jon Freda, Joseph Perrino, Michelle Pfeiffer, Paul Borghese, Ricardo Cordero, Robert De Niro, Tommy Lee Jones, Vincent Pastore

  • Crítica

    17/09/2013 10h00

    Nos primeiros minutos deste longa dirigido por Luc Besson (de Além da Liberdade) assistimos a uma típica família americana chegando em sua nova residência no norte da França. Os filhos adolescentes de Fred Blake (Robert DeNiro) e Maggie (Michelle Pfeiffer) estão cansados e entediados no banco detrás do carro depois de onze horas de viagem.

    O mais novo, Warren (John D'Leo), reclama do mau cheiro. Fred argumenta que se ele e a irmã, Belle (Dianna Agron), dessem banho no cachorro com mais frequência não estariam tendo de suportar o fedor. Nada mais suburbano, nada menos condizente com a realidade dessa família, que, de tradicional e pacata, não tem nada.

    As aparências enganam, a começar pelo odor no carro que não é culpa do pobre do cachorro. Fred tampouco foi batizado com esse nome. Chama-se Giovanni Manzonni e está se refugiando na Normandia com a família sob custódia do programa de proteção a testemunhas do FBI. Não vou entrar em detalhes sobre o porquê. Uma das diversões de A Família é ir descobrindo os meandros da trama aos poucos.

    Infelizmente, essa comédia de humor negro não traz outros grandes atrativos. Besson, que já provou ser um ótimo diretor de tramas de ação, parece encontrar dificuldades em outros gêneros. O filme oscila entre situações que funcionam e outras tantas que soam forçadas ou supérfluas. Mais: ao longo de toda a projeção tem-se a sensação de que faltou algo para galvanizar a dinâmica do longa e aprofundar os personagens, afastando-os da caricatura.

    Especular sobre o que um filme poderia ter sido é tolice. Um filme é o que é. Mas em A Família tem-se a sensação recorrente de que o conjunto poderia ter rendido mais se o roteiro assinado por Besson e Michel Caleo tivesse se comprometido no desenvolvimento das motivações pessoais de cada personagem.

    Na ausência desse esforço, resta o humor pelo humor, a diversão pela diversão. E nesse aspecto a produção funciona a contento ao mostrar a maneira heterodoxa da família em resolver problemas cotidianos. Mas mesmo essa hilaridade perde ritmo, principalmente no terceiro ato, quando os algozes dos Manzonni entram em cena.

    O ritmo de diversão desaparece de repente e tudo passa a ser conduzido com a seriedade, tensão e violência comuns a filmes de gângsteres tradicionais. Inocentes são mortos a tiros nas ruas e, mesmo que muitos deles, vizinhos da família, tenham sido retratados como perfeitos idiotas estereotipados cenas atrás, não há graça nenhuma em vê-los sendo eliminados.

    Fazer humor negro não é tarefa fácil. Diferente de Máfia no Divã, abertamente uma comédia sobre o mundo dos gângsteres, ou Os Bons Companheiros, um filme sério sobre o tema, o longa de Besson ora é uma coisa ora outra e, ao final, acaba não sendo nada. Tendo Martin Scorsese como produtor era de se esperar algo mais bem elaborado e inteligente de A Família.

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