Poster nacional do filme

RENASCIDA DO INFERNO

(The Lazarus Effect)

2015 , 83 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 05/03/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Gelb

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeremy Slater, Luke Dawson

    Produção: Cody Zwieg, Jason Blum, Jimmy Miller, Luke Dawson, Matthew Kaplan

    Fotografia: Michael Fimognari

    Trilha Sonora: Sarah Schachner

    Estúdio: Blumhouse Productions, Lionsgate

    Montador: Michael N. Knue

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Ator Tamras, Bruno Gunn, Donald Glover, Evan Peters, Jennifer Floyd, Mark Duplass, Olivia Wilde, Sarah Bolger, Scott L. Treger, Scott Sheldon

  • Crítica

    02/03/2015 15h36

    Por Daniel Reininger

    Renascida Do Inferno é o novo filme do estúdio de Atividade Paranormal e outros longas de baixo orçamento capazes de promover experiências interessantes de horror. O novo filme trata de ressurreição e segue um grupo de pesquisadores à beira de criar um soro medicinal capaz de proporcionar uma segunda chance a pacientes mortos. Com elementos científicos e paranormais, o longa tinha potencial, mas se mostra preguiçoso e incapaz de tornar essa ótima premissa em algo realmente interessante.

    O filme dirigido por David Gelb (O Sushi dos Sonhos de Jiro) e estrelado por Mark Duplass, Olivia Wilde, Evan Peters, Donald Glover e Sarah Bolger começa com um teste bem-sucedido em um cão. Logo que o êxito da equipe é confirmado, toda a pesquisa é confiscada por uma corporação maligna aleatória, cujo único propósito na trama é atrapalhar os cientistas e os obrigarem a tomar decisões estúpidas para avançar a trama.

    Sem dinheiro e sem o reconhecimento devido pelo projeto, os pesquisadores decidem duplicar a experiência e invadem o antigo laboratório, mas um acidente acontece e eles acabam por reproduzir o experimento num ser humano. Obviamente, as coisas saem de controle. Renascida do Inferno não chega a ser um filme ruim ou mal realizado. Ele é simplesmente sem graça. O diretor usa todos os clichês do gênero, daqueles que ninguém mais cai, e ainda é incapaz de dar um susto sequer ao longo de 83 minutos de exibição.

    Há também uma abundância incomoda de pseudociência, incluindo o popular mito de que os seres humanos usam apenas 10 por cento do cérebro, resultando em muita baboseira difícil de engolir. Mesmo assim, o longa possui questões que se fossem bem exploradas poderiam transformar esse longa em um interessante sci-fi de horror. Ficaria ainda melhor se fosse ambientado no espaço, com climão do game Dead Space. No final das contas, é só um filme de matança desenfreada, no qual as luzes piscam sem parar, tática padrão para tentar proporcionar algum clima de suspense.

    Ao menos, o filme é curto. Com 83 minutos, tem a duração certa para esse tipo de trama ambientada em um pequeno laboratório subterrâneo com uma criatura à solta. O problema é que o diretor se esquece de finalizar diversas subtramas, como, por exemplo, o destino do cachorro zumbi que foi a primeira experiência bem-sucedida da equipe. Além disso, o longa prefere deixar diversas outras pontas soltas para permitir continuações, que provavelmente vão acontecer independente da bilheteria, devido ao baixo orçamento da produção.

    O elenco ainda ajuda a salvar um pouco o filme, mas não espere muito de Renascida do Inferno. A boa ideia inicial gera interesse pela trama, mas, aos poucos, o filme vai se tornando monótono. Quando a matança começa, não consegue criar a tensão necessária, pior quando percebemos que o filme não trará nada novo ao já exaurido gênero. Pena, afinal o potencial era tanto, que o filme merecia mais esforço dos produtores para criar algo realmente interessante.

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