A POSSESSÃO DO MAL

A POSSESSÃO DO MAL

(The Possession Of Michael King)

2014 , 83 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 01/10/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Jung

    Equipe técnica

    Roteiro: David Jung

    Produção: Paul Brooks

    Fotografia: Phil Parmet

    Trilha Sonora: Tom Trafalski

    Estúdio: Gold Circle Films, Quickfire Films

    Montador: Jake York

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Cara Pifko, Cullen Douglas, Dale Dickey, Ella Anderson, Gabe Gomez, Krystal Alvarez, Luke Baines, Michael Lesly, Michael Ray Escamilla, Patricia Healy, RJ Farrington, Shane Johnson, Shirley Jordan, Tobias Jelinek, Tomas Arana

  • Crítica

    01/10/2015 19h04

    Por Iara Vasconcelos

    Não é novidade que o terror está saturado de clichês. O subgênero Found Footage, que simula gravações reais, geralmente provenientes de câmeras caseiras, se tornou grande favorito dos diretores após A Bruxa De Blair, um dos maiores expoentes ao lado de Holocausto Canibal. Infelizmente, nem todas as produções conseguem alcançar a qualidade desses clássicos. A Possessão Do Mal, longa do estreante David Jung, é mais um filme a seguir o caminho da mediocridade.

    A trama flerta com o ceticismo "ateu" e acompanha o documentarista Michael King, que após a morte da esposa, está obstinado a provar que não há vida após a morte. Ele mergulha então no universo sobrenatural e tenta, de todas as formas, invocar demônios e outros espíritos malignos na esperança de que não se manifestem e provem sua teoria.

    King passa a documentar todas suas tentativas de chamar a atenção do demônio – que provavelmente tinha algo melhor para fazer por boa parte do filme. Apesar do estilo found footage tentar dar um tom de realismo, há furos de fotografia que tiram totalmente a credibilidade do filme, como certos ângulos que seriam impossíveis de serem captados por apenas um cinegrafista, ou uma câmera estática, tornando a ideia de gravação caseira irreal e quebrando de vez a pouca imersão que tenta proporcionar.

    Ao menos, Shane Johnson convence no papel de protagonista e mostra atuação consistente nos momentos mais dramáticos do filme. Jung aposta nas cenas de "gore" (violência explícita) para prender o público, mas, a verdade, é que essa apelação não salva a obra da falta de criatividade. Com isso, o longa não parece nada mais além de um recorte de referências de outros filmes do gênero.

    A sequência da possessão de Michael, por exemplo, não poderia ser mais clichê: Olhos revirados, vômito de sangue e uma força maior que o faz entalhar pentagramas na própria pele são alguns dos absurdos que marcam a cena, só faltou mesmo uma roda de sal ou outra invocação vodu.

    O que está matando lentamente os filmes de terror não é a batida temática sobre demônios ou magia negra, mas sim a atitude "em time que está ganhando não se mexe", que leva diretores a não explorarem outros ângulos desses assuntos. Assim como outras produções recentes, Possessão do mal consegue a proeza de errar.

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