A Marca do Medo

A MARCA DO MEDO

(The Quiet Ones)

2014 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 10/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Pogue

    Equipe técnica

    Roteiro: Craig Rosenberg, John Pogue, Oren Moverman

    Produção: Ben Holden, James Gay-Rees, Simon Oakes, Steven Chester Prince, Tobin Armbrust

    Fotografia: Mátyás Erdély

    Trilha Sonora: Lucas Vidal

    Estúdio: Exclusive Media Group, Hammer Film Productions, Traveling Picture Show Company

    Montador: Glenn Garland

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Aldo Maland, Aretha Ayeh, Eileen Nicholas, Erin Richards, Jared Harris, Laurie Calvert, Max Mackintosh, Max Pirkis, Olivia Cooke, Rebecca Scott, Richard Cunningham, Rory Fleck-Byrne, Sam Claflin, Tracy Ray

  • Crítica

    07/07/2014 16h30

    No primeiro momento de exibição, A Marca Do Medo alerta seu público: este é um filme baseado em fatos. Mas é preciso chegar ao final do rolo para tirar suas próprias conclusões sobre esta informação, tão cara aos filmes de terror. Embora abuse dos clichês para contar sua história, a direção de John Pogue garante bons sustos. Entretanto, furos no roteiro prejudicam a tentativa deste thriller de contrapor sobrenatural e científico de maneira convincente.

    Ambientado em 1974, o filme acompanha um grupo de pesquisa da Universidade de Oxford chefiado pelo professor Joseph Coupland, psicólogo dedicado a comprovar a tese de que a mente humana é responsável por criar seus próprios demônios. Para isso, ele e seu grupo (uma estudante de medicina, um jovem engenheiro e um videomaker) isolam a perturbada Jane Harper em uma casa e começam seu experimento para provar que a aparente possessão demoníaca que domina a jovem é fruto de sua própria mente.

    Maior parte da trama se passa dentro de uma mansão com cara de abandonada no interior da Inglaterra. A equipe do professor Coupland instala sua parafernália no local e começa a investigar a origem psicológica da possessão de Jane, que acredita receber um espírito demoníaco chamado Evey em sua boneca.

    A sensação de terror de A Marca do Medo é mais implícita do que a maioria dos filmes do gênero: Não há imagens que vão povoar pesadelos e nem figuras malígnas materializadas. A direção não apela para o excesso e garante aquele clima de tensão dos bons filmes do estilo. Sabe medo sem trama? Então. Há, em contraponto, boas passagens à la O Exorcismo De Emily Rose, mas que são interrompidas ao longo do filme: um desperdício de oportunidade de discutir os limites da obsessão humana em comprovar a existência do além mundo etc.

    No entanto, a sucessão de acontecimentos que desencadeiam o clímax do terror de John Pogue cria mais dúvidas do que convicções na cabeça do espectador: há furos no roteiro do filme que parecem duvidar um pouco da inteligência de quem assiste. Você vai se questionar: "Por que eles não se perguntaram isso antes?". E esqueça, não vai ter essa resposta. Se o longa não convence na dicotomia entre ciência e sobrenatural, ele alcança algum impacto quando tenta comprovar que se trata sim de uma história real.

    Com boa trama e sem muitos excessos, A Marca do Medo é um filme que, além de promover bons sustos para quem curte uma adrenalina, discute a obsessão humana na busca de respostas sobre origem e além. Algumas referências batidas prejudicam a linha criativa de Pogue, que parece ter ficado com preguiça em determinados pontos e resolvido recorrer aos clichês. Trata-se de um thriller para assistir sem pretenção e, quem sabe, ser surpreendido no último minuto.

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