Pôster de Um Time Show de Bola

UM TIME SHOW DE BOLA

(Metegol)

2013 , 106 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 29/11/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Juan José Campanella

    Equipe técnica

    Roteiro: Eduardo Sacheri, Gastón Gorali, Juan José Campanella

    Produção: Gastón Gorali, Jorge Estrada Mora, Juan José Campanella, Manuel Polanco, Mercedes Gamero, Mikel Lejarza

    Fotografia: Félix Monti

    Trilha Sonora: Emilio Kauderer

    Estúdio: 100 Bares, Antena 3 Films, Catmandu Branded Entertainment, JEMPSA, Plural - Jempsa, Prana Animation Studios, Televisión Federal (Telefe)

    Montador: Abel Goldfarb, Juan José Campanella

    Distribuidora: Universal

    Elenco

    Alejandro Piar, Axel Kuschevatzky, Coco Sily, David Masajnik, Diego Gatto, Diego Mesaglío, Diego Ramos, Ernesto Claudio, Ezequiel Cipols, Fabián Gianola, Federico Cecere, Gabriel Almirón, Horacio Fontova, Igor Samoilov, Juan José Campanella, Lucía Maciel, Luciana Falcón, Lucila Gómez, Marcos Mundstock, Mariana Otero, Miguel Ángel Rodríguez, Natalia Rosminati, Pablo Rago, Roberto Kim, Sebastian Mogordoy

  • Crítica

    27/11/2013 09h00

    O reverenciado cineasta argentino Juan José Campanella faz duas grandes homenagens neste filme que marca sua estreia no território da animação. Uma logo nos primeiros minutos ao diretor Stanley Kubrick – não darei detalhes para não estragar a surpresa – e outra ao futebol, paixão dos brasileiros e também dos hermanos vizinhos.

    O curioso é saber que o diretor de O Filho da Noiva não é fã do esporte nem torce por nenhuma agremiação. Fez Um Time Show de Bola para tratar de temas de seu interesse como autor: amizade, amor, superação de limites e trabalho em equipe. Fato é que, intencionalmente ou não, acabou por fazer um filme crítico ao futebol praticado hoje, cada vez mais distante desses valores.

    O protagonista é o jovem e tímido Amadeo. Ele trabalha num bar e se diverte jogando totó, o futebol de mesa também conhecido como pebolim. Despachado no jogo e nada desenvolto na vida pessoal, tem dificuldades em se declarar para sua grande paixão, Laura. Certo dia é desafiado pelo pretensioso Grosso para uma partida. Mesmo aos trancos e barrancos, vence e humilha o pedante rival.

    Há um salto temporal e voltamos a encontrar Amadeo já um rapaz. As coisas não mudaram muito em sua vida. Continua a trabalhar no bar, brincar na mesa de totó e ainda não revelou seu amor por Laura. Já Grosso virou Ezequiel Ribeiro, o melhor jogador de futebol do mundo. Ele volta à pequena cidade onde foi humilhado disposto a se vingar da única derrota que sofreu na vida. Para piorar, quer conquistar Laura. Desesperado, Amadeo conta com a inesperada ajuda dos bonecos de pebolim que magicamente ganham vida.

    Campanella aproveita-se do duelo entre protagonista e antagonista para condenar tudo que vai de encontro aos valores mencionados há pouco. Ezequiel é egocêntrico, individualista e narcisista. De forma bem direta, o diretor critica o culto ao craque em detrimento ao trabalho em equipe. Num dos muitos momentos divertidos do longa, antes de uma partida, são elencados os inúmeros patrocinadores do todo-poderoso time do supercraque Ezequiel – uma lista que não acaba mais.

    O roteiro tem alguns furos aqui e ali. Não é muito credível que alguém que se tornou um grande astro do futebol volte a uma cidadezinha apenas para se vingar por uma partida de totó perdida quando criança. Outro deslize: o que traz à vida o primeiro boneco é uma lágrima de Amadeo. A trama só não explica como os outros jogadores ganharam vida mesmo estando distantes do local. Tropeços mínimos que não chegam a suprimir o prazer de se assistir a essa animação tecnicamente bem feita e envolvente.

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