TINHA QUE SER VOCÊ

TINHA QUE SER VOCÊ

(Last Chance Harvey)

2008 , 92 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/06/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joel Hopkins

    Equipe técnica

    Roteiro: Joel Hopkins

    Produção: Nicola Usborne, Tim Perell

    Fotografia: John de Borman

    Trilha Sonora: Dickon Hinchliffe

    Elenco

    Dustin Hoffman, Eileen Atkins, Emma Thompson, James Brolin, Kathy Baker, Liane Balaban, Richard Schiff

  • Crítica

    09/06/2009 17h48

    De vez em quando, algum produtor de Hollywood ainda se lembra que não são apenas os adolescentes que vão ao cinema. E decide criar um entretenimento digno para o público de meia idade. É o caso do emotivo Tinha que Ser Você, romance que deu a Dustin Hoffman e Emma Thompson indicações ao Globo de Ouro.

    Ele vive Harvey Shine, um nova-iorquino divorciado que viaja até Londres para o casamento de sua filha. E ela interpreta Kate Walker, uma solteirona inglesa que trabalha no aeroporto londrino. Sim, é claro que eles vão se conhecer e se apaixonar, mas saber disso não é o mais importante do filme. O que conta mesmo é saborear como tudo vai acontecer. E em que intensidade.

    O filme é deliciosamente escrito e dirigido pelo inglês Joel Hopkins, praticamente um estreante. E a produção é supreendentemente norte-americana. O advérbio de surpresa vem do fato de que Tinha de Ser Você tem ritmo, humor, diálogos e tempero tipicamente britânicos. Ou seja, pelo visto deixaram o tal Hopkins trabalhar com liberdade. Bom para quem gosta de um filme dirigido sem pressa, onde os protagonistas têm tempo suficiente para seus diálogos, onde não há a necessidade de uma trilha sonora insistente e incessante. Bom para quem sabe apreciar os silêncios, os olhares e as sutilezas como expressões dramáticas, e para quem não se importa se o roteiro não trouxer nenhum momento bombástico ou pirotécnico.

    Tinha que Ser Você é um belo romance maduro, para um público maduro, interpretado por um elenco maduro. Tanto que em determinados momentos chega a lembrar o clássico Tarde Demais para Esquecer, talvez como um tipo de homenagem ou referência ao antigo jeito de se fazer cinemão romântico. Emma Thompson está a maravilha de sempre, compondo seu personagem com um talento praticamente inigualável no cinema moderno. E Hoffman, que nos últimos anos havia ligado uma espécie de “piloto automático”, reencontra o frescor de seus trabalhos anteriores.

    Sem explosões, tiroteios ou perseguições de automóveis, o filme teve apenas uma discreta bilheteria nos cinemas dos EUA, onde faturou US$ 15 milhões. Azar de quem perdeu.

    Uma dica final: não vá embora do cinema assim que subirem os créditos finais. Restará ainda uma cena final envolvendo um serial killer polonês. Juro!

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