TIRO NA CABEÇA

TIRO NA CABEÇA

(Fon Tok Kuen Fah / Headshot)

2011 , 105 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pen-Ek Ratanaruang

    Equipe técnica

    Roteiro: Pen-Ek Ratanaruang

    Produção: Pawas Sawatchaiyamet, Raymond Phathanavirangoon

    Fotografia: Chankit Chamnivikaipong

    Trilha Sonora: Vichaya Vatanasapt

    Estúdio: Local Color Films, Office of the Contemporary Art and Culture (OCAC)

    Elenco

    Apisit Opasaimlikit, Chanokporn Sayoungkul, Daisuke Kashiki, Kiat Punpiputt, Nadim Xavier Salhani, Nopachai Chaiyanam, Sirin Horwang, Theeradanai Suwannahom, Yasu Peron

  • Crítica

    21/10/2012 16h48

    O demônio pode ter mil faces, a de um policial corrupto, a de um traficante com ligações poderosas ou então surgir na forma de um texto assinado anonimamente. Pode parecer um pouco confusa esta afirmação, mas ela resume muito bem o que é o roteiro de Tiro na Cabeça.

    No enredo, Tul é um policial incorruptível que vê sua vida despedaçar após prender o irmão do poderoso ministro local. Vítima de uma armação, recebe um convite para se tornar assassino de aluguel. Depois de algum tempo na função, um de seus trabalhos dá errado e ele é baleado. Ao acordar no hospital, após meses em coma, algo estranho acontece: agora ele enxerga tudo de cabeça para baixo.

    Na verdade, poucas cenas retratam o problema adquirido pelo protagonista. A visão invertida funciona mais como uma metáfora sobre os valores que a sociedade, e o próprio personagem, desenvolveram ao longo de sua existência. Existem questões filosóficas e morais contracenando a todo o momento com tiros e muito sangue, mistura entre drama e ação, ao melhor estilo shooter.

    Essa transição de gêneros faz com que o público se distancie da história por vários momentos. A montagem nada convencional e os flashbacks constantes ajudam a confundir a trama, deixando claro que esta não era a melhor maneira de apresenta-la.

    O roteiro parece um grande quebra-cabeça que passa boa parte totalmente incompleto, para ser montado nos últimos dez minutos. A fórmula até funciona, porém não empolga. Além disso uma das peças não se encaixa, por sorte é algo apenas secundário e não prejudica o bom desfecho.

    Aí está o maior mérito de Tiro na Cabeça: sua conclusão. O longa começa a todo vapor e cai aos poucos, criando muitos minutos de monotonia e cenas mal explicadas. Quando você já está pronto para não dar mais crédito ao filme, ele se recupera e começa a dar respostas bem mais convincentes para justificar eventos anteriores. Fica evidente como o fim da trama consegue agradar e a recupera de um resultado que poderia ser frustrante.

    Apesar dos altos e baixos, o diretor tailandês Pen-Ek Ratanaruang realizou um bom trabalho, não é à toa que a produção será a representante do país no Oscar 2013. O protagonista Nopachai Chaiyanam tem uma atuação convincente, mas o fraco elenco de apoio fica nitidamente deslocado nas cenas mais lentas ou com diálogos extensos.

    Tiro na Cabeça poderia ser uma daquelas furadas que a Mostra de Cinema de São Paulo adora exibir. No entanto, seu bom desfecho muda tudo e faz com que o filme seja inclusive uma boa indicação aos fãs dos diretores Guy Ritchie (Rock'n'Rolla), Álex de la Iglesia (Balada do Amor e do Ódio) e Paco Cabezas (Carne de Neon).


    SESSÕES DA MOSTRA


    20/10 - Matilha Cultural (14h)
    21/10 - Espaço Itaú de Cinema – Pompéia - Sala 9 (21h25)
    24/10 - Livraria Cultura - sala 2 (17h30)
    25/10 - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca - Sala 4 (17h45)
    29/10 - CINUSP(19h)

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