TODO MUNDO EM PÂNICO 4

TODO MUNDO EM PÂNICO 4

(Scary Movie 4)

2006 , 83 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Zucker

    Equipe técnica

    Roteiro: Craig Mazin, Jim Abrahams, Pat Proft

    Produção: Craig Mazin, Robert K. Weiss

    Fotografia: Thomas E. Ackerman

    Trilha Sonora: James L. Venable

    Estúdio: Dimension Films

    Elenco

    André Benjamin, Anna Faris, Carmen Electra, Cindy Campbell, Conchita Campbell, James Earl Jones, Leslie Nielsen

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Acho que todo mundo tem ou já teve um amigo assim: um sujeito que gosta de contar piadas, até sabe contá-las, mas a piada acaba e ele continua tentando explicar aquilo que contou. Chato, né? Pois é mais ou menos por este caminho que segue a comédia Todo Mundo em Pânico 4, franquia cinematográfica especializada em satirizar filmes de terror.

    Neste quarto episódio, o diretor David Zucker coloca no seu liquidificador de referências cômicas, entre outros, os filmes Guerra dos Mundos, A Vila, Jogos Mortais, O Grito, Espíritos - A Morte Está ao seu Lado e Água Negra. Ou seja, nem adianta ver Todo Mundo em Pânico 4 se você não viu estes sucessos antes, pois tudo ficará muito sem graça. Não vou me preocupar em contar a história do filme, mesmo porque nem os próprios roteiristas se preocuparam em escrever uma. Tudo é apenas um alinhavo de situações comicamente escrachadas, na mesma linha de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu, ou Corra Que a Polícia vem Aí. Porém, com duas grandes diferenças. Primeira: Todo Mundo em Pânico 4 parte do pressuposto que o público médio não tem a percepção necessária para compreender a brincadeira da primeira vez que ela surge, insistindo, assim, em reprisar o que já foi dito, causando redundâncias que só prejudicam o ritmo da comédia. Segunda: como tem acontecido na maior parte das comédias americanas pós-Irmãos Farrelly, usar a escatologia como provocador do riso virou praticamente uma obrigação. É difícil ver uma cena na qual os protagonistas não estejam, vamos dizer assim, fazendo cocô, xixi, pum ou vomitando, isso para usar a mesma linguagem infantil que o filme usa com o espectador.

    O resultado é que as boas piadas do roteiro (sim, elas existem) acabam se perdendo num mar de baixaria que até pode fazer a cabeça do adolescente médio americano "QI de batata doce", mas que causam tédio a quem já passou dos 12 anos.

    Se você já viu todos os outros filmes em cartaz na sua cidade, já alugou todos os DVDs da sua locadora e a TV saiu do ar, vá conferir.

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