Pôster de Todos os Dias

TODOS OS DIAS

(Everyday)

2012 , 106 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 31/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Winterbottom

    Equipe técnica

    Roteiro: Laurence Coriat, Michael Winterbottom

    Produção: Melissa Parmenter

    Fotografia: Annemarie Lean-Vercoe, James Clarke, Marcel Zyskind, Sean Bobbitt, Simon Tindall

    Estúdio: Channel 4 Television Corporation, Revolution Films

    Montador: Mags Arnold, Paul Monaghan

    Distribuidora: Esfera Filmes, Europa Filmes

    Elenco

    Darren Tighe, Dylan Brown, Harry Myers, John Simm, Katrina Kirk, Peter Gunn, Polly Kossowicz, Robert Kirk, Shaun Kirk, Shirley Henderson, Stephanie Kirk, Valerie Lilley

  • Crítica

    27/07/2014 00h26

    O tempo passa quando ninguém está olhando, na repetição de pequenas coisas. É sobre esse tempo e o distanciamento imperceptível entre os atos, os anos, de que trata Todos os Dias.

    O longa dirigido por Michel Winterbottom (A Festa Nunca Termina) se passa num vilarejo escocês e acompanha o dia a dia de uma família na qual o pai foi preso e perde parte importante do crescimento dos quatro filhos.

    Ao retratá-los de forma natural, filmando o crescimento dos atores mirins - os Kirk, que são irmãos na vida real -, o longa conseguiu transmitir uma sensibilidade impactante. Ao longo de cinco anos, sempre no Natal, o diretor os reunia e retomava as filmagens.

    As primeiras cenas, por exemplo, são da equipe chegando à casa dos Kirk para acordá-los. E Winterbottom insistiu numa ideia na qual já havia trabalhado anteriormente, a série de TV Up, quando acompanhou a vida das mesmas pessoas pelo período de sete anos para retratar suas mudanças.

    Nos pequenos detalhes, consegue mostrar o distanciamento criado entre o pai, Ian (John Simm) e os filhos devido a distância: o choro de um, a personalidade difícil de lidar de outro, os pequenos roubos cometidos na escola tomando como exemplo a imagem do patriarca, de quem não se sabe o motivo exato da prisão.

    Levando uma jornada dupla para manter a família, a mãe Karen (Shirley Henderson) enfrenta a solidão diária e os problemas do caminho para tentar reaproximá-los constantemente, como vemos nas boas cenas filmadas no espaço de visitas de um presídio real.

    O filme cai no marasmo da rotina, o que se justifica pela própria narrativa. As viagens exaustivas de trem mostram esse cansativo cotidiano. É interessante notar a transição de lugares fechados, quase claustrofóbicos, para os grandes ambientes abertos onde a família passeia no verão. A liberdade brevemente readquirida pelo preso nos dias fora da cela ganha força nos raios de sol e no longo espaço para caminhar.

    O ponto que estraga Todos os Dias é a trilha sonora insistente e desnecessária, que pontua alguns momentos para criar comoção por parte do público. Consegue apenas um efeito pretensioso e brega.

    De qualquer forma, ao ter calma para retratar o tempo, o novo longa de Winterbottom sai do lugar comum e da correria da atualidade com estilo e uma bela fotografia.

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