TOKYO!

TOKYO!

(Tokyo!)

2008 , 112 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/11/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joon-ho Bong, Leos Carax, Michel Gondry

    Equipe técnica

    Roteiro: Gabrielle Bell, Joon-ho Bong, Leos Carax, Michel Gondry

    Produção: Anne Pernod-Sawada, Masa Sawada, Michiko Yoshitake

    Fotografia: Caroline Champetier, Jun Fukumoto, Masami Inomoto

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Ayako Fujitani, Ayumi Ito, Denis Lavant, Eimei Kanamura, Jean-François Balmer, Julie Dreyfus, Nao Omori, Naoto Takenaka, Ryo Kase, Satoshi Tsumabu, Sohee Park, Takeshi, Teruyuki Kagawa, YosiYosi Arakawa, Yû Aoi, Yutaka Matsushige

  • Crítica

    26/11/2009 18h27

    Na onda dos filmes que retratam episódios cujo ponto inicial é uma grande metrópole mundial, Tokyo! traz três histórias dirigidas por Michel Gondry (Rebobine, Por Favor), Leos Carax (Pola X) e Bong Joonh-Ho (O Hospedeiro).

    Apesar de muito interessante, Tokyo! é bem irregular. Em Interior Design, de Michel Gondry, acompanhamos a vida de um jovem casal que tenta ganhar a vida na cidade e, enquanto não consegue, mora de favor no cubículo de uma amiga. O sonho de Akira (Ryo Kase) é ser cineasta. Mesmo sem querer fazer outra coisa, ele aceita um emprego provisório para ganhar algum dinheiro, mas só até conseguir uma chance de mostrar aquela que considera sua obra-prima.

    O cinema “caseiro” já foi abordado pelo diretor em seu filme anterior, Rebobine, Por Favor, mas neste filme é mais radical. E radical também é a solução visual que ele propõe para Hiroko (Ayako Fujitani), sem grandes ambições, sem saber o que fazer; ela não é engolida, mas objetificada pelo cotidiano. A metáfora da transformação em coisa é uma sequência especial e criativa.

    O episódio de Leos Carax, Merde, começa promissor com a ideia de um monstro que habita os esgotos da cidade e não consegue se relacionar com a sociedade. E se relaciona de forma interessante com o fim da personagem de Gondry no primeiro filme, mas, ao revelar mais sobre seu protagonista caótico, vai se mostrando cada vez mais previsível. Lá pelos dez minutos, já sabemos o que vai acontecer. No final, ele propõe uma solução não esperada, mas até lá entedia o espectador e não se salva.

    Se Tokyo! vale a pena ser assistido é definitivamente por Shaking Tokyo, do coreano Bong Joonh-Ho. O episódio é intimista e o que se vê de Tóquio é pouco e, também, pouco importa. A história se concentra em compreender um fenômeno contemporâneo dos mais inquietantes que hoje é uma das maiores preocupações de saúde pública no Japão. Por odiar contato com os outros, negar a viver em sociedade, jovens (normalmente entre 18 e 34 anos) tornam-se hikikomori, termo japonês que significa “isolado em casa”.

    A narrativa com tempos bem planejados, as imagens e os silêncios dão uma atmosfera complexa e constroem a rotina, além de dizer muito sobre a personalidade do personagem. A atuação contida de Teruyuki Kagawa (Sonata de Tóquio) é perfeita, sem julgamentos. A reviravolta só faz o filme crescer com os conflitos. A sensibilidade do diretor ao abordar o tema e a bela interpretação de seu protagonista comunicam ao espectador atento o que há de mais humano em cada um de nós.

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