Tomb Raider - A Origem

TOMB RAIDER - A ORIGEM

(Tomb Raider)

2018 , 118 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 15/03/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roar Uthaug

    Equipe técnica

    Roteiro: Alastair Siddons, Geneva Robertson-Dworet

    Produção: Gary Barber, Graham King

    Fotografia: George Richmond

    Trilha Sonora: Junkie XL

    Estúdio: Eidos Interactive, GK Films, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Warner Bros.

    Montador: Michael Tronick, Stuart Baird, Tom Harrison-Read

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adrian Collins, Alexandre Willaume, Alicia Vikander, Andrian Mazive, Annabel Elizabeth Wood, Antonio Aakeel, Billy Postlethwaite, Civic Chung, Daniel Wu, Derek Jacobi, Dominic West, Duncan Airlie James, Emily Carey, Gordon Chow, Hannah John-Kamen, Jaime Winstone, Jandre le Roux, Josef Altin, Keenan Arrison, Kenneth Fok, Kristin Scott Thomas, Maisy De Freitas, Maruwan Gasant, Michael Obiora, Milton Schorr, Peter Waison, Rekha John-Cheriyan, Roger Jean Nsengiyumva, Samuel Mak, Shekhar Varma, Sky Yang, Tamer Burjaq, Vere Tindale, Walton Goggins

  • Crítica

    14/03/2018 15h00

    Por Daniel Reininger

    Quando vimos Alicia Vikander nas primeiras imagens de Tomb Raider - A Origem, todos se espantaram com a proximidade do visual dos games mais recentes. E quando os primeiros vídeos mostravam ela correndo pela floresta, tudo indicava um longa incrível, com a mesma intensidade do jogo de 2013 e, claramente, superior aos longas com Angelina Jolie. Só que não foi o caso.

    Apesar da boa primeira impressão e da qualidade de Alicia como atriz, o novo filme é genérico, cru e incapaz de empolgar. É um longa para assistir, achar legalzinho e esquecer em seguida. Para quem jogou, é uma decepção ver diversos elementos ignorados e a própria construção da personagem reduzida a uma relação mal resolvida com o pai. Pior, a própria aventura não é tão emocionante assim.

    Basicamente, Lara Croft é uma jovem tentando ganhar seu próprio dinheiro e encontrar seu lugar do mundo. Ela não quer herdar o dinheiro de seu pai, porque assinar os papéis seria admitir a morte de seu herói. Tudo muda quando ela recebe uma pista de onde ele pode estar perdido e decide seguir as pistas para encontrá-lo. Isso a leva a uma ilha aparentemente deserta e local de uma lenda oriental assustadora.

    + Exclusivo: Alicia Vikander fala de Tomb Raider, Indiana Jones, feminismo e Oscar

    A evolução da personagem, de garota perdida à grande heroína de ação, um dos elementos mais interessantes do game de 2013, é deixada de lado. No jogo, ela se torna badass após estar numa situação desesperadora numa ilha amaldiçoada e tomada por vilões. No filme, ela já é uma pessoa formada em todos os aspectos e seu único dilema real é a relação com seu pai e como encara o objetivo de vida dele. Não existe uma evolução ao longo da narrativa.

    Aliás, a relação de Lara com o pai já era um problema no filme original com Jolie e volta a ser uma questão negativa nesse. Sim, o pai é importante para a formação de Lara, mas o melodrama exagerado não funciona. 

    Em comparação com o longa anterior, por sinal, o novo é mais pé no chão e bem menos divertido. Falta emoção, faltam surpresas, faltam reviravoltas, faltam vilões decentes e sobram cenas sobre o pai de Lara. E, sobre a comparação entre Angelina Jolie ou Alicia Vikander, aí é uma questão de gosto. Alicia é mais crua e real. Jolie é mais idealizada. As duas são grandes atrizes, mas Alicia se leva mais a sério no papel. Talvez a sério demais.

    Aliás, o longa se leva a sério demais. Falta vida ao vilão. A mitologia foi reduzida a lendas, a loucura de certos personagens é mostrada apenas quando interessa e o clímax é irrelevante. Além disso, o longa se preocupa demais em fazer os espectadores entenderem exatamente o que leva Lara à ilha onde acredita que seu pai esteja perdido e explica a lenda da rainha amaldiçoada japonesa diversas vezes, repetindo diálogos explicativos à exaustão.

    Por sinal, as falas são esquisitas e não conseguem passar realismo. Discussões sobre o destino da humanidade parecem jogadas a cada duas ou três cenas para tentar dar alguma relevância a tudo aquilo que vemos na telona.

    Nem a aventura empolga, apesar de trazer todos os elementos esperados do longa. Exploração de tumbas? Check, mas não empolga. Saltos impossíveis? Check, mas são desnecessários. Combates com arco e flecha? Check, mas são raros e sem graça. Vilão canastrão e psicopata? Check, mas é um dos maiores problemas do filme, tanto pela péssima atuação de Walton Goggins quanto pelo roteiro bobo. Conspirações secretas e seitas misteriosas? Check, mas não há surpresa, não há revelações e nada disso importa de verdade.

    Alguns cenários são realmente interessantes, como o píer de Hong Kong, e é ainda mais interessante saber que o longa usa muitos efeitos práticos ao invés de CGI, mas quando importa mesmo, o longa é preguiçoso. A tumba é basicamente uma série de corredores sem muita personalidade. E o resto do tempo Lara está no mar ou na floresta.

    Sem falar no exagero de fan service desnecessário, presente para agradar aos fãs dos jogos, mas sem entender que o que agrada mesmo é uma história boa e condizendo com a qualidade dos games e não easter eggs e pequenos momentos de aceno aos jogos.

    Tomb Raider - A Origem é um filme raso e desinteressante. Apesar de Alicia mandar bem no papel pela maior parte do tempo, o roteiro preguiçoso acaba com as chances do filme ser memorável. É triste admitir que o primeiro filme com Angelina Jolie ainda é melhor que esse reboot. Ao menos, esse longa é melhor do que Assassin's Creed e a maioria dos filmes baseados em games dos últimos anos, não que isso chegue a ser um elogio, considerando a qualidade da maioria das adaptações.

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